O mercado brasileiro de milho encerrou a quarta-feira em queda, refletindo um cenário de pressão sobre os preços, baixa liquidez e postura cautelosa dos compradores nas principais regiões produtoras do país. As informações são da TF Agroeconômica.
Na Bolsa brasileira (B3), os contratos futuros recuaram acompanhando o movimento negativo observado na Bolsa de Chicago, que registrou baixa de 2,40%. O dólar praticamente estável e a queda do petróleo no mercado internacional também contribuíram para o enfraquecimento das cotações.
Segundo analistas, o mercado voltou suas atenções principalmente para a melhora das condições climáticas, deixando em segundo plano possíveis perdas ainda não totalmente mensuradas. Nesse contexto, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revisou para cima a estimativa da safra 2025/2026 em Mato Grosso, elevando a projeção de 51,72 milhões para 52,65 milhões de toneladas.
Entre os vencimentos negociados na B3, o contrato maio/2026 fechou cotado a R$ 66,34, com recuo de R$ 0,69 no dia e perda acumulada de R$ 2,43 na semana. O julho/2026 encerrou a R$ 67,45, baixa diária de R$ 1,17. Já o setembro/2026 terminou negociado a R$ 69,49, acumulando queda de R$ 0,84 no dia.
No mercado físico, o comportamento segue regionalizado. No Rio Grande do Sul, as negociações continuam seletivas, com preços entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca. A média estadual ficou em R$ 58,19, com leve alta semanal.
Em Santa Catarina, o mercado segue travado. Enquanto vendedores pedem cerca de R$ 75,00 por saca, compradores ofertam valores próximos de R$ 65,00, dificultando o fechamento de negócios.
No Paraná, a expectativa de uma segunda safra robusta pressiona as cotações, com indicações próximas de R$ 65,00 por saca e demanda girando em torno de R$ 60,00 CIF.
Já em Mato Grosso do Sul, embora o setor de bioenergia ajude a absorver parte da produção, o avanço da oferta mantém o mercado pressionado. Em Goiás, o aumento da disponibilidade e a baixa liquidez seguem limitando uma recuperação mais consistente dos preços.
O cenário reforça a atenção dos produtores ao comportamento climático e às oportunidades pontuais de comercialização nas próximas semanas.