SÃO PAULO / CHICAGO — O mercado da soja operou em tom de cautela no mercado físico e nas bolsas mundiais. Enquanto a Bolsa de Comércio de Chicago (CBOT) passa por ajustes de posição de fundos e investidores, as praças de negociação no interior do Brasil e nos portos de exportação sustentam valores firmes, apoiadas por prêmios positivos de embarque e pelo ritmo de escoamento da safra.
Em Chicago, os contratos futuros negociaram com variações contidas. O mercado monitora o clima no Meio-Oeste norte-americano e aguarda relatórios de estimativa de produção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que tendem a consolidar números para a safra do Hemisfério Norte.
Panorama de Preços nas Principais Praças
No mercado físico brasileiro, a cotação reflete o equilíbrio entre o câmbio do dólar e os prêmios nos portos:
Porto de Paranaguá (PR): A saca de 60 kg para entrega imediata/disponível opera cotada na faixa de R$ 144,89 a R$ 148,00, mantendo prêmios positivos.
Mato Grosso: O estado, maior produtor nacional, registra valores médios entre R$ 123,00 e R$ 136,00 a saca nas praças de Sorriso, Rondonópolis e Primavera do Leste.
Rio Grande do Sul e Paraná (Interior): Cotações no interior oscilam em torno de R$ 123,00 a R$ 137,00 por saca.

Fatores de Atenção para o Produtor
Analistas de mercado recomendam atenção especial do produtor rural ao gerenciamento de risco. Com os custos de financiamento elevados, o aproveitamento de momentos de repique nos preços para travamento de insumos da próxima safra (operações de hedge e contratos futuros) continua sendo a principal estratégia de proteção de margem.