SÃO PAULO / GOIÂNIA — O mercado físico do boi gordo e os contratos futuros negociados na B3 operam com viés de alta e forte sustentação nas cotações nesta quarta-feira. A combinação de escalas de abate encurtadas nas indústrias frigoríficas, menor disponibilidade de animais erados prontos no pasto e apetite aquecido da demanda externa mantém o preço da arroba valorizado nos principais polos de pecuária de corte do país.
Na Bolsa B3, os contratos futuros com vencimento para os próximos meses operam em patamares elevados, refletindo a virada do ciclo pecuário e a expectativa de oferta restrita no segundo semestre. Nos frigoríficos, a busca por lotes padronizados que atendam às exigências do mercado chinês e de novos compradores internacionais resulta em prêmios adicionais sobre o valor de referência da arroba.
Cotações da Arroba nas Principais Praças Pecuárias
No mercado físico brasileiro, a arroba do boi gordo (base à vista, descontados impostos como Senar e Funrural) apresenta os seguintes valores médios negociados:
São Paulo (Praça Referência): O boi gordo cotado na praça paulista opera firme na faixa de R$ 245,00 a R$ 252,00 por arroba. Animais que atendem ao "Padrão China" (jovens, até 30 meses) alcançam ágio de R$ 5,00 a R$ 10,00 a mais por arroba.
Goiás (Goiânia e Região): Cotações negociadas em média entre R$ 235,00 e R$ 242,00 por arroba.
Mato Grosso: Nas praças de Cuiabá, Barra do Garças e Juara, a arroba oscila de R$ 225,00 a R$ 232,00.
Mato Grosso do Sul (Campo Grande/Dourados): Valores praticados entre R$ 240,00 e R$ 246,00 por arroba.
Orientação Estratégica para o Pecuarista
Com a relação de troca entre o boi gordo e os grãos de terminação (milho e farelo de soja) favorável, especialistas recomendam que os confinadores planejem o momento do lote com foco na margem líquida. O uso das ferramentas de travamento de preços na B3 permite assegurar a rentabilidade da arroba produzida diante de possíveis oscilações no custo do boi magro e da reposição.