Terça-feira, 13 de Outubro de 2026 (66) 98428-3004
informe o texto a ser procurado

Notícias / Agronegócios

13/10/2026 | 14:32

Dia Mundial da Alimentação: parlamentares destacam papel do Brasil na segurança alimentar

Congresso Nacional realizou sessão em homenagem à data criada pela FAO

Redação Repórter Agro por Tiago Seiffert

Senadores e deputados se reuniram nesta terça-feira (13) em sessão solene para celebrar o Dia Mundial da Alimentação. A data oficial é o dia 16 de outubro e foi criada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para conscientizar os países sobre a importância de garantir a segurança alimentar e o acesso a alimentos de qualidade. 

Nesse sentido, o Brasil tem sido peça fundamental na segurança alimentar de diferentes países. Entre janeiro e setembro, o setor agropecuário exportou US$ 133,6 bilhões, o que representa um aumento de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da plataforma Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). 

Os senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) destacaram esse papel do Brasil na segurança alimentar internacional. A vice-presidente da FPA, senadora Tereza Cristina (PP-MS), lembrou do tema deste ano: “Inovar hoje para nutrir o amanhã”. 

“A agricultura tropical brasileira é um exemplo vivo, ao longo das últimas décadas, de como a ciência, a inovação e a tecnologia transformaram o Brasil em campeão mundial de produção e exportação de alimentos — sempre com respeito ao meio ambiente”, disse a parlamentar, uma das autoras do requerimento de realização da sessão. 

Quem também enfatizou a pujança da produção brasileira foi o senador Jayme Campos (União-MT). “O Brasil tem muito do que se orgulhar quando o assunto é produção de alimentos. Somos uma das maiores potências agrícolas do mundo, um país que, com trabalho, tecnologia, pesquisa e empreendedorismo, transformou sua vocação produtiva em uma das maiores forças da economia nacional”, comentou o integrante da FPA. 

Durante a sessão, o 1º vice-presidente de Finanças da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Humberto Miranda, ressaltou a evolução do Brasil nos últimos anos na oferta de alimentos. “O consumo diário de proteínas animais passou de 15 gramas por habitante em 1983 para 256 gramas em 2023. Esses números ajudam a dimensionar o aumento da oferta de alimentos”, afirmou ao dizer que esse desempenho vem dos mais de 5 milhões de produtores brasileiros.

O presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), João Dornellas, também fez coro à relevância do produtor rural no processo de segurança e acesso a alimentos de qualidade no Brasil. Ele apresentou números do setor que, em 2025, produziu mais de 288 milhões de toneladas de alimentos. 

“A indústria processa 62% de tudo que é produzido pela agropecuária nacional e cerca de 69% do que é produzido pela agricultura familiar”, completou.   

Senadores defendem crédito e regularização fundiária

A sessão também serviu para que parlamentares da FPA enfatizassem pautas consideradas prioritárias para o setor. A vice-presidente da bancada reforçou a responsabilidade do governo na dinâmica de garantir os alimentos nas mesas dos brasileiros.

“Os governos desempenham uma função decisiva na criação das condições necessárias para alcançar esses resultados. É preciso garantir que os alimentos cheguem à mesa com fartura, boa qualidade e bons preços. A qualidade da alimentação de uma família é o primeiro sinal de bem-estar de uma nação. Para isso, é preciso disponibilizar o acesso ao crédito rural, sem juros extorsivos, fortalecer a infraestrutura rural e estabelecer políticas que ampliem o acesso à assistência técnica”, cobrou Tereza Cristina. 

Outros temas foram a necessidade de investimentos em infraestrutura e a morosidade na regularização fundiária. O senador Campos criticou a atuação do governo, principalmente na entrega da documentação comprobatória de propriedade ou de direito de uso da terra.

“No Brasil hoje, lamentavelmente, nós estamos acompanhando todos os dias, principalmente no meu Estado de Mato Grosso, que tem alguns milhões de hectares de terra, que o cidadão não teve direito de acesso ao seu documento. O mínimo que o Governo tem que oferecer chama-se regularização fundiária e título definitivo da terra. Há gente que mora na propriedade há mais de 30 ou 40 anos, mas não teve acesso para ir aos bancos, tomar financiamento e melhorar sua condição de vida através daquilo que o Governo pode oferecer”, apontou.

0 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do site. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

Desenvolvido por Investing.com
Resumo Técnico fornecido por Investing.com Brasil.
 
Sitevip Internet
Fale conosco via WhatsApp