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Notícias / Soja

20/10/2026 | 11:29

Soja abre em alta em Chicago impulsionada pelo petróleo, enquanto mercado físico brasileiro registra negócios travados

Enquanto a bolsa internacional busca recuperação e a praça gaúcha de Dom Pedrito demonstra resiliência, produtores nacionais mantêm cautela e concentram as negociações na safra futura.

Redação Repórter Agro por Tiago Seiffert

Soja abre em alta em Chicago impulsionada pelo petróleo, enquanto mercado físico brasileiro registra negócios travados

Foto: Banco de Imagens

A terça-feira (20) começou com sinais de recuperação para a soja na Bolsa de Chicago (CBOT), revertendo parcialmente o viés negativo registrado na véspera. De acordo com análises da Grão Direto e de sua inteligência de mercado, a Grainsights, o movimento de alta é sustentado pela atenção do mercado aos novos dados de importação da China e pela valorização do petróleo, fator que eleva a atratividade dos óleos vegetais voltados à matriz energética e à produção de biodiesel.

Na véspera, os contratos haviam encerrado em baixa devido à pressão exercida pela perspectiva de oferta abundante global, mesmo diante do avanço nas inspeções semanais de exportação dos Estados Unidos.

Resiliência no Rio Grande do Sul e disparidades regionais

No mercado brasileiro, o cenário é de recuos generalizados nos preços físicos em diversas praças. Contudo, o município de Dom Pedrito (RS) destacou-se pela resistência das cotações.

Dados da Grainsights mostram que a soja FOB na praça da Campanha Gaúcha encerrou a segunda-feira negociada a R$ 147,00 por saca (para novembro de 2026), com basis positiva de R$ 6,62 por saca. O desempenho favorável é atribuído à estrutura de prêmios e à eficiência no escoamento pelo Porto de Rio Grande, que operou em paridade com o porto de Santos no período.

Outro ponto de destaque no cenário interno é o avanço expressivo das exportações de farelo de soja em outubro, superando o volume registrado no mesmo mês de 2025. Esse ritmo aquecido reflete a forte demanda pelo processamento interno da oleaginosa, o que tende a intensificar a disputa pela matéria-prima dentro do país.

Clima e comercialização travada

O andamento do plantio apresenta forte disparidade entre as regiões produtoras brasileiras. Enquanto algumas áreas lidam com o excesso de umidade, outras ainda aguardam chuvas regulares. No Centro-Oeste, a irregularidade hídrica segue no radar dos produtores como ponto crítico para o potencial produtivo.

Refletindo o clima de cautela, a comercialização física começou a semana com volume reduzido. O monitoramento apontou Minas Gerais como o estado com maior movimentação relativa, embora a liquidez geral tenha sido classificada como baixa. Em Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande do Sul os negócios foram limitados, enquanto Goiás registrou inatividade quase total.

A maior parte das negociações tem se concentrado na safra seguinte, demonstrando que os produtores preferem negociar a próxima colheita em detrimento dos estoques remanescentes da temporada atual. Para os próximos dias, o comportamento da demanda chinesa continuará ditando o ritmo e a possibilidade de sustentação das cotações físicas.

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