A colheita de algodão da safra 2026/27 nos Estados Unidos atingiu 41% da área total até o domingo, 18 de outubro, registrando um avanço de 4 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos. Os dados foram compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em boletins do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Apesar da agilidade no campo — impulsionada pela melhoria nas condições climáticas recentes —, o andamento dos trabalhos ocorre em paralelo a um cenário de cautela quanto à qualidade e ao potencial produtivo das lavouras.
Revisão para cima na produção, mas com oferta ainda limitada
A melhora do clima nas últimas semanas permitiu que o USDA elevasse em 1,83% a sua projeção de produção norte-americana em relação à estimativa de setembro de 2026, alcançando 2,93 milhões de toneladas de pluma.
Contudo, mesmo com o reajuste positivo, o volume previsto permanece abaixo do registrado na temporada passada, o que restringe uma expansão expressiva da oferta dos Estados Unidos no mercado internacional.
No que tange à qualidade, 35% das lavouras norte-americanas de algodão foram classificadas como em condições boas e excelentes, representando um acréscimo de 1 ponto percentual frente à semana anterior. Apesar dessa recuperação pontual, o índice ainda se mantém abaixo da média histórica, sinalizando um desenvolvimento menos favorável do que o habitual para o período.
Impactos no mercado global
O ritmo acelerado da colheita, somado às condições das lavouras e à confirmação dos volumes produtivos norte-americanos, continuará no radar dos agentes econômicos e analistas de commodities. Todos esses fatores pesam diretamente sobre as expectativas de disponibilidade global de algodão e moldam a trajetória de formação de preços da pluma nos próximos meses.