O mercado físico do boi gordo encerrou as negociações desta quinta-feira (22) com comportamento predominantemente estável na maior parte das regiões monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No entanto, o cenário apresentou altas pontuais em praças estratégicas, impulsionadas pelo ritmo distinto dos negócios, pela disponibilidade restrita de animais terminados e pelas condições climáticas locais.
Altas expressivas no Pará e em Mato Grosso do Sul
No Pará, os preços da arroba registraram avanço de R$ 10, com negócios firmados na faixa de R$ 360 a R$ 365 por arroba. A valorização é sustentada pela oferta restrita de gado pronto para abate, enquanto o volume de compras seguiu comedido. As escalas de abate na região mantêm-se curtas, oscilando entre quatro e sete dias, com os pecuaristas monitorando atentamente o comportamento do clima e a ausência de previsões consistentes de chuvas.
Cenário semelhante ocorreu em Dourados (MS), que apresentou forte movimentação comercial, expressivo volume de negócios e um acréscimo de R$ 10 por arroba. Na praça sul-mato-grossense, os preços variaram de R$ 370 a R$ 375 por arroba, amparados por escalas de abate posicionadas entre seis e 12 dias.
Estabilidade em outras regiões produtoras
Nas demais praças do país, o quadro foi de sustentação e estabilidade nos valores praticados:
Centro-Sul da Bahia: Os preços permaneceram firmes, cotados entre R$ 350 e R$ 365 por arroba, sustentados pelos reajustes aplicados nos dias anteriores. As precipitações recentes na região têm favorecido a retenção estratégica dos animais no pasto, ampliando o poder de barganha dos pecuaristas. As escalas de abate atendem a cerca de sete dias.
Goiânia (GO): A arroba também se manteve inalterada, negociada na faixa de R$ 350 a R$ 365. Os relatos de campo indicam uma oferta gradual de animais e liquidez moderada nos negócios, com escalas de abate variando de quatro a 12 dias.
De forma geral, o mercado pecuário demonstra forte sustentação nos patamares de preços, com variações pontuais ditadas exclusivamente pela dinâmica de oferta física, pelo interesse das indústrias frigoríficas na formação das escalas de abate e pelo impacto do clima no manejo das pastagens.