A alta do dólar traz um sentimento ambíguo aos produtores de soja em Mato Grosso. Está é uma conclusão dos analistas de mercado do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária).
A alta preocupa por que a maioria dos insumos que foram as lavouras são importados e devem elevar o custo de produção para a próxima safra. Nesta, o produtor teve que pagar R$ 3.908,04 (três mil novecentos e oito reais e quatro centavos) para formar cada hectare.
Para a próxima safra a expectativa é que o preço suba para R$ 4.009,43 (quatro mil e nove reais com quarenta e três centavos) por hectare.
No entanto, a alta do dólar cria uma boa expectativa quanto aos preços da saca e o aumento das exportações.
Veja um trecho do relatório do Imea:
"Com um cenário de preços em constantes mudanças, as cotações da soja são diretamente impactados pelas variações do câmbio e as cotações da CME. Além destes, os valores são influenciados por outros fatores como prêmio e frete. A média semanal da oleaginosa apresentou um aumento de 0,44% em relação à semana anterior e, assim, fechou em R$ 76,65/sc.
Essa alta é influenciada pela elevação do dólar, que alcançou R$ 4,21 na semana, influído pela trade-war, pela taxa Selic no menor nível da história do país e pelas questões políticas da América do Sul, que acabaram beneficiando os produtores exportadores de soja. No entanto, a média semanal das cotações na CME fechou em US$ 9,05/bushel, apresentando queda de 1,30% neste período. Dessa forma, os preços internacionais vêm se movimentando em direções opostas ao preço no estado, mostrando a importância da taxa de câmbio para a formação dos preços domésticos. Portanto, qualquer correção no preço do dólar, que está em patamares históricos, deve impactar as cotações internas da soja".