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Notícias / Agronegócios

20/01/2020 | 08:27

Agronegócio invade diplomacia e faz Brasil formar time de adidos agrícolas

O presidente Jair Bolsonaro embarca esta semana para uma viagem de quatro dias à Índia onde deve assinar uma dúzia de acordos comerciais que promovam o agronegócio brasileiro

Redação - Repórter Agro

O presidente Jair Bolsonaro embarca esta semana para uma viagem de quatro dias à Índia onde deve assinar uma dúzia de acordos comerciais que promovem o agronegócio brasileiro. Para abrir as portas do mundo para os produtos nacionais, o Brasil conta com um grupo de 24 adidos agrícolas, cargo criado em 2009 para internacionalizar o campo brasileiro.

Quando o agrônomo Dalci Bagolin desembarcou em Nova Délhi, em janeiro de 2018, seus desafios não eram pequenos: desbravar um país com cultura diferente, lidar com um idioma desconhecido - o inglês não é falado por todo mundo na Índia - e identificar oportunidades para a agropecuária do Brasil no segundo maior mercado do mundo.

A missão de Dalci não é fácil. A Índia tem um histórico protecionista, desenvolvimentista e de muitas restrições cambiais, como o Brasil. Além disso, o agronegócio indiano é a imagem refletida do brasileiro. O país produz café, açúcar, aço, cimento e carne, que enfrentam dificuldades de escoamento em razão de uma infraestrutura precária - um panorama bastante familiar. O desafio de Dalci, portanto, é encontrar interesses comuns entre os dois países.

Já adaptado à Índia, ele tem dormido pouco na semana que antecede a chegada da missão presidencial brasileira, que ficará na Índia entre os dias 23 e 27. "Durmo todo dia depois das 2 horas da manhã", conta.

O cargo de adido agrícola foi criado pelo Ministério da Agricultura em 2009, durante a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, e mostra a importância que o agronegócio vem ganhando na diplomacia brasileira. O setor responde por cerca de um quarto do PIB do Brasil e está encarregado de manter a balança comercial superavitária.

Hoje, o setor agropecuário brasileiro fornece alimentos para cerca de um bilhão de pessoas em todo o mundo. Em 2019, o setor exportou US$ 96,8 bilhões - o equivalente a 43,2% do total produzido. A Ásia foi o principal destino, com 49%.

Além dos adidos agrícolas, o Itamaraty tem outros 120 postos de representação no exterior na área de promoção comercial - o agronegócio é apenas um deles. Ainda que o Ministério da Agricultura apoie o setor há algum tempo, a criação do Departamento de Promoção do Agronegócio (DPA), em 2019, permitiu unir discussões de promoção e política comercial.

 

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