Segundo informações passadas a nosso equipe de reportagem pela própria vítima, conhecida como “Luiz da Agromatos”, ele percebeu, na data de ontem (21) que o seu whatsapp estaria sendo usado por golpistas após um dos seus clientes entrar em contato para confirmar se ele havia recebido um depósito, que supostamente teria sido solicitado por Luís alegando ser um sinal ou adiantamento sobre serviços que posteriormente seriam realizados.
Até o momento, segundo Luis, cinco pessoas entraram em contato para confirmar a solicitação e uma outra sofreu o golpe depositando dinheiro na conta indicada pelo estelionatário.
São várias agências e contas diferentes. Dois dos depósitos foram na conta de Jean C. Oliveira Marques e o outro Tafarel Machado da Silva, ambas as contas são de Belém do Pará.
Luis da AGROMATOS pede que quem for preocupado “por ele” através do whatsapp solicitando algum dinheiro, que procure a ele ou a Polícia. Luis está usando o número do WhatsApp da sua empresa no momento.
Esses golpes que envolvem a clonagem de números de celulares e, principalmente, de WhatsApp é uma nova modalidade de crime que vêm se intensificando cada vez mais em todo o país. Em alguns casos, os criminosos conseguem clonar o número e o WhatsApp, em outros, apenas o aplicativo.
Os criminosos obtêm dados da vítima, por meio de uma conta de telefone interceptada ou de um anúncio, por exemplo, adquirem um novo chip e conseguem usar o WhatsApp com o mesmo número e perfil.
Com isso, ele se passa pela pessoa, conversa com os contatos dela e pede algum tipo de ajuda financeira, alegando precisar fazer um depósito ou outra transação bancária. Quando o aplicativo é instalado em outro aparelho, o usuário original não consegue mais acessar o programa. No entanto, até ele descobrir que aquele problema aparentemente técnico se trata de um golpe, pode ser tarde demais. Além disso, como a maioria possui uma vasta agenda, não é tão simples assim avisar a todos.
Os criminosos pegam os dados da possível vítima, principalmente nome, CPF e número, e vão até uma agência de operadora pedindo para habilitar um novo chip. Com isso, eles têm acesso não só ao seu WhatsApp, mas à toda sua lista de contatos e às últimas conversas. A partir daí, seu programa para de funcionar.
Normalmente, essas contas são de outros estados, e os criminosos usam dados falsos. As pessoas precisam tomar cuidado para não caírem em golpe e terem prejuízo, porque, depois disso, a recuperação financeira, principalmente, é muito difícil, assim como a identificação do golpista. Os crimes de internet são mais complicados porque a pessoa pode agir de qualquer lugar.
Segundo informações de delegados sobre casos como este, eles informam que as operadoras também podem ser responsabilizadas, já que poucas seriam as exigências na hora de solicitar um novo chip.
Como proceder
A prevenção é o mais importante, já que os crimes de estelionato são de difícil e lenta apuração.
Para evitar a fraude, a orientação é que os usuários realizarem um procedimento simples de segurança no próprio aplicativo. Nos celulares IOS, basta colocar na tela do WhatsApp, clicar em “ajustes”, “conta” e “verificação em duas etapas”. Já no sistema Android, deve-se entrar nas “configurações”, clicando nos três pontinhos que aparecem no canto direito da tela, seguindo também para “conta” e “verificação em duas etapas”. A partir deste ponto, nos dois modelos, o programa vai pedir a criação de uma senha ou “PIN” com seis dígitos, e também um e-mail, que servirá para recuperar esses números, em caso de esquecimento. Existe uma forma muito fácil de se prevenir desse golpe. É uma segurança do próprio aplicativo. Quando você troca de celular, ele vai te pedir essa senha, e o bandido não vai tê-la.
Entre as recomendações está nunca compartilhar os códigos de validação e segurança que chegam em seu celular, além de verificar a origem de um link e se o mesmo é confiável antes de clicar.
Caso verifique uma atividade suspeita na sua conta de mensagens, deve-se procurar uma delegacia. Além da polícia, a operadora e a empresa Whatsapp também devem ser acionadas para que o problema seja relatado.
Como nesses casos é necessário acionar as empresas para que elas respondam na investigação que as quadrilhas.