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Notícias / Agronegócios

20/08/2020 | 13:35

Cafeicultura clonal avança no Amazonas

Tecnologia permitiu a produtores produzir mais, em uma área menor

AGROLINK -Eliza Maliszewski

Cafeicultura clonal avança no Amazonas

Foto: Síglia Souza

As variedades de café clonal tem ajudado a resgatar a cafeicultura no Amazonas. Com auxílio da Embrapa, pioneira nas tecnologias referentes ao assunto, produtores estão substituindo as lavouras implantadas por sementes por cultivares clonais, mais produtivas. Com tecnologia e manejos corretos a atividade tem dado bons resultados. A produção de café pode ser até três vezes maior sem necessidade de abrir novas áreas.A possibilidade é sinônimo de renda e alternativa para pequenos produtores, que antes cultivavam somente mandioca e banana. Os cultivos são implantados em regiões subutilizadas, otimizando o uso da terra e a preservação da floresta.  

As Unidades de Referência Tecnológica (URTs), implantadas no Amazonas com cultivares da Embrapa, foram as primeiras áreas de cultivo de café clonal no estado. 

Na URT de Silves, implantada em 2015, na sede da Associação Solidariedade Amazonas (ASA), foi utilizada a cultivar Conilon BRS Ouro Preto, com todas as orientações técnicas de solo, poda, adubação, controle fitossanitário, irrigação e produção. A produtividade média dos cafeeiros, em três safras, foi de 86 sacas por hectare (sacas/ha) e, no ano de maior produtividade, foram 106 sacas/ha.  

De acordo com o pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, o economista Olenilson Pinheiro, levantou que em um hectare irrigado, o custo médio de implantação do projeto foi de R$ 28.437,70, com uma taxa interna de retorno  de 22,65%. Quanto à relação benefício/custo, para cada R$ 1,00 investido na cultura do café, obteve-se, em média, o retorno de R$ 0,30 e uma previsão de retorno de investimento (payback) de três anos. 

A cafeicultura no Amazonas ainda é pequena. De acordo com dados da Produção Agrícola Municipal (PAM), de 2018, o estado teve uma produção 5.783 sacas de café, em uma área de 246 hectares, o que resulta em produtividade média de 23,5 sacas por hectare.

De olho nos bons resultados com a cafeicultura clonal o governo do Amazonas já elegeu a atividade como prioritária em cinco regiões. sub-região do Madeira (Apuí); sub-região do Médio Amazonas (Silves e Itacoatiara), Sub-região do Purus (Vila Extrema/Lábrea) e Sub-região do Juruá (Envira). Com isso, serão realizados cursos de capacitação continuada para os técnicos com o intuito de aumentar a produtividade de forma sustentável, e estimular a adoção de boas práticas de colheita e pós-colheita para melhoria dos cafés.

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