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02/12/2020 | 12:53 - Atualizada em 02/12/2020 | 13:25

Previsões indicam La Niña forte entre novembro e janeiro

Janeiro e fevereiro deverão ter altas temperaturas

Redação - Repórter Agro com Agrolink

Previsões indicam La Niña forte entre novembro e janeiro

Foto: Repórter Agro: Tiago Seiffert

Em 12 de novembro de 2020, a Agência de Meteorologia e Oceanografia Norte Americana (NOAA) aumentou a chance de um forte La Niña entre o fim da primavera e início do verão (novembro e janeiro). Estima-se uma temperatura de pelo menos -1,5°C mais baixa que o normal na porção central equatorial, o que deixaria o fenômeno entre os três mais intensos nos últimos 20 anos. Os outros ocorreram entre 2007, 2010 e 2011.
 
De acordo com as informações divulgadas nesta quarta-feira (0212) pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), com a manutenção do La Niña, as previsões indicam chuva inferior à média no Centro e Sul do Brasil, no trimestre novembro, dezembro e janeiro, na área que compreende toda a Região Sul e partes de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Além disso, também há previsão de chuva inferior ao normal no Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile. Mais ao Norte, predomina a sazonalidade, ou seja, a chuva. A chance é de uma precipitação acima da média no Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Mato Grosso e boa parte da Região Norte.
 
A chuva acima da média também acontecerá na área mais extensa com estiagem da América do Sul, entre Colômbia e Venezuela. Por fim, voltando para o Brasil, no norte do Nordeste e litoral da Região Norte, ou seja, desde o Rio Grande do Sul até o Amapá, o trimestre será menos chuvoso que o normal.
 
Para a temperatura, chama-se atenção para um fim de primavera e início de verão mais quente que o normal em Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do Paraguai, Argentina, Uruguai e Chile. Por outro lado, na maior parte do Brasil, a temperatura ficará próxima da média. Entre o Leste de São Paulo e o Sul da Bahia, o trimestre promete ser um pouco menos quente que a média histórica, assinatura típica do La Niña.
 
Durante o primeiro final de semana de dezembro, uma massa de ar frio deixará a temperatura mais baixa que a média histórica em parte do Rio Grande do Sul, com mínima em torno dos 10°C em Bagé. Apesar disso, o mês fecha com desvios positivos e temperatura cerca de 1-2°C acima da climatologia para o mês, com uma onda de calor mais intensa esperada no início da segunda quinzena de dezembro.
 
Janeiro e fevereiro prometem ser meses quentes no Rio Grande do Sul, onde as anomalias de temperatura ficam acima da média em todo o Estado, especialmente em áreas da Campanha e região Sul, onde os valores podem chegar até 3°C acima da média histórica.
 
Durante o mês de novembro o RS sentiu na pele os efeitos do fenômeno La Niña. A chuva apresentou padrão muito irregular, os eventos de precipitação foram espaçados e os acumulados insuficiente para alcançar a média histórica em todo o Estado. Somente nos últimos sete dias do mês, choveu intensamente sobre o Centro, Oeste e Norte do Rio Grande do Sul. As regiões de Alegrete e Uruguaiana receberam mais de 100mm poupando água dos reservatórios e ajudando o desenvolvimento inicial das áreas de arroz.
 
Para a segunda quinzena do mês, a gangorra de precipitação agora tende para o Centro e Norte do Brasil, com chuva que perde bastante intensidade. Vale lembrar que a média climatológica para o mês de dezembro já é baixa no território gaúcho, então poucos eventos de chuva mais expressiva já podem ser suficientes para alcançar a média histórica, especialmente nas duas primeiras semanas.
 
Para o mês de janeiro, a chuva apresenta padrão muito irregular, com baixos volumes e os modelos meteorológicos indicam chuva inferior à média em todo o Estado. Pouquíssimos eventos de precipitação são esperados neste período, sendo o principal em meados do dia 10.
 
A primeira semana de fevereiro já nos mostra outro cenário, agora mais promissor. O La Niña começa aos poucos a perder intensidade e a chuva retorna de forma significativa ao Estado. Há previsão de chuva ao longo dos primeiros sete dias, retornando no início da segunda quinzena e também nos últimos dias do mês.
 
Por isso, em uma perspectiva geral, fevereiro tende a fechar com chuva dentro da média em grande parte do Rio Grande do Sul, tendendo para acima em áreas da região Central, Norte e Noroeste Gaúcho

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