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Notícias / Agronegócios

12/04/2021 | 07:40

Pecuarista pede reintegração de posse em fazenda invadida por garimpeiros

Cerca de 500 pessoas invadiram a propriedade rural, em Castanheira (MT), após informações de suposto ouro no subsolo da área

Redação Repórter Agro com Canal Rural

Pecuarista pede reintegração de posse em fazenda invadida por garimpeiros

Foto: Polícia Militar de Mato Grosso

Cerca de 500 garimpeiros invadiram a fazenda Lagoa da Serra, em Castanheira (MT), no dia 29 de março, e permanecem por lá desde então. Revoltado, o dono da propriedade entrou na Justiça com pedido de reintegração de posse. A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) se colocou ao lado do pecuarista, e cobra mais rigor no cumprimento da legislação fundiária e ambiental do estado.

Os garimpeiros estão de olho em um suposto ouro existente na propriedade de 7.000 hectares. O produtor rural Alex Sansão afirma que o imóvel é todo documentado e se diz frustrado com a demora para que a área seja desocupada.

“É uma fazenda totalmente legalizada, com sua reserva legal consolidada, com área de preservação permanente intacta, georreferenciada, e temos que provar que aquela área é nossa, para pedir a reintegração de posse. E eles não têm que provar porque eles estão lá”, diz.

Segundo o produtor, os invasores já estão degradando a área. “Isso acaba ficando só nas costas do produtor, um ônus que vem sem a gente ter procurado isso. Um desgaste muito grande, um desgaste financeiro, emocional”, lamenta Alex Sansão.

A Acrimat classifica a ação dos garimpeiros como criminosa e cobra do Estado mais rigor no cumprimento das leis.  “O subsolo a gente sabe que pertence à União, mas a superfície é do produtor, ele é o dono dessa terra. A lei tem que servir para todos, porque se não existe a lei, se não tem o controle disso, daqui a pouco nós perdemos todas as regras da cidade, então a harmonia, principalmente todo o respeito à propriedade”, diz Oswaldo Ribeiro Junior, presidente da associação.

Ribeiro Junior destaca, também, que a situação traz insegurança à população local.  “E área invadida também, com certeza, se desvaloriza. Já está em foco se for para o garimpo e pode sofrer novas invasões”, alerta.

Ele também diz que depois é o produtor quem vai ter que pagar a conta, para recuperar a área. “Os custos ambientais, reflorestamento, tapa buraco, recuperação de nascente vai ficar tudo para ele. A gente entende que as pessoas precisam trabalhar, sobreviver, mas invadir… A gente é legalista, e tem que seguir a lei”, finaliza.

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