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Notícias / Agronegócios

12/04/2021 | 10:17

País perde 80% dos vinhedos

Desastre agrícola" foi causado por geadas fora de época. Veja fotos

Agrolink

A Borgonha, uma das regiões mais tradicionais de produção de vinhos finos do mundo, vive dias difíceis. O governo francês declarou um “desastre agrícola” depois que cerca de 80% dos parreirais locais foram perdidos. O motivo é o clima frio na primavera que causou geadas fora de época.

O ministro da Agricultura, Julien Denormandie, disse que a onda de frio com temperaturas abaixo de zero nesta semana na França foi “particularmente difícil” para o setor, com “perdas significativas” registradas. “Estamos totalmente mobilizados para que as medidas de acompanhamento sejam implementadas o mais rápido possível”, disse ele à rádio pública Franceinfo.

De acordo com a Associação Nacional de Vinicultores, essa situação é “uma das mais graves das últimas décadas”. A chefe do CEEV, um grupo europeu de comércio de vinhos, Jean-Marie Barillere, afirmou que “já sabe-se que teremos uma safra muito baixa em 2021”, disse.

Na última semana, conforme o Portal Agrolink havia noticiado, os produtores locais espalharam milhares de velas pelos parreirais com intuito de elevar a temperatura e evitar a formação das geadas. 

A Borgonha produz vinhos tintos e brancos, e ambos são muito apreciados. Estima-se que a receita gerada com a venda da bebida local é de mais de 20 bilhões de euros por ano. Na França, ao pedir um Borgonha, provavelmente o garçom irá trazer uma taça especial, ideal para a degustação desses vinhos. A taça deve ter o fundo arredondado e o parte superior afunilada. Esse formato permite a liberação e a concentração do aroma na parte superior da taça, oferecendo uma experiência olfativa aguçada. Um dos mais famosos vinhos da região pode chegar a 26 mil euros a garrafa, algo em torno de R$ 175 mil.

As plantas como as videiras ativam o estado de dormência no outono, perdem as folhas e restringem o metabolismo para tolerar temperaturas de até -35°C. Quando as plantas brotam e emitem novos ramos, na primavera, estes tecidos verdes não suportam temperaturas abaixo do ponto de congelamento (ou temperaturas < 0°C). Quando ocorrem geadas nesta fase inicial de crescimento, as folhas novas e ápices dos ramos são os tecidos mais afetados pelo congelamento, devido o maior teor de água nas células. Após as geadas tardias, estes tecidos tornam-se cloróticos, necróticos e caem.

Em 2015 geada e frio causam danos em até 50% de plantações de uva no Rio Grande do Sul, nas regiões Norte e Serra Gaúcha. Em 2017 o fenômeno causou danos a parreirais na Itália.

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