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Notícias / Pecuária

20/05/2021 | 07:55

Boi chega a piso de preço e pode voltar a subir; veja notícias desta quinta

Enquanto isso, queda em Chicago pressiona cotação da soja, mas milho resiste por conta da baixa oferta neste momento, segundo consultoria

Canal Rural

Boi chega a piso de preço e pode voltar a subir; veja notícias desta quinta

Foto: Reprodução

Boi: cotação da arroba encontra piso e pode voltar a subir, diz AgroAgility
Milho: mercado brasileiro tem pouca alteração nos preços
Soja: Chicago cai forte e pressiona preços no Brasil
Café: arábica recua em Nova York, mas se mantém acima de US$ 1,50 por libra-peso
No exterior: membros do Fed admitem discutir diminuição de estímulos monetários
No Brasil: exterior conturbado leva dólar acima de R$ 5,30 novamente
Agenda:

Brasil: dados das lavouras do Rio Grande do Sul (Emater)
EUA: exportações semanais de grãos (USDA)
EUA: índice de atividade industrial de maio (FED – Filadélfia)
Boi: cotação da arroba encontra piso e pode voltar a subir, diz AgroAgility
A AgroAgility apontou que o mercado físico do boi gordo definitivamente encontrou um piso no nível atual das cotações. Além disso, a consultoria projeta que até a virada do mês este piso pode passar a ser de R$ 310 por arroba e que, após o aumento da oferta em virtude da safra, a tendência é de alta por um período prolongado.

Na B3, a curva de contratos futuros do boi gordo teve comportamento misto com as pontas curtas e longas recuando e o meio da curva avançando. O vencimento para maio passou de R$ 310,95 para R$ 310,30, o para junho foi de R$ 321,55 para R$ 321,70, do julho, de R$ 327,90 para R$ 329,40, e o para outubro passou de R$ 340,70 para R$ 340,60 por arroba.Milho: mercado brasileiro tem pouca alteração nos preços
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o mercado brasileiro de milho teve um dia de preços pouco alterados, entre estáveis e mais baixos. O analista Paulo Molinari destaca que há uma tentativa de baixa, mas que o volume não é suficiente para confirmar o movimento. Em Cascavel (PR), a cotação passou de R$ 98/100 para R$ 96/100, e em Campinas (SP), ficou estável em R$ 103/104 por saca.

Os contratos futuros do milho negociados na B3 tiveram comportamento parecido com os do boi gordo, recuo nas pontas curtas e longas, e avanço no meio da curva. O vencimento para julho passou de R$ 98,43 para R$ 98,12, o para setembro foi de R$ 96,48 para R$ 96,57 e o para março de 2022, de R$ 98,15 para R$ 97,85 por saca.

Soja: mercado brasileiro trava com dólar e Chicago em queda
As cotações dos contratos futuros da soja negociados em Chicago fecharam em forte baixa no pregão desta quarta-feira, 19. A ocorrência de chuvas em regiões produtoras dos Estados Unidos gerou correção dos preços. O vencimento para julho caiu 2,29% e passou de US$ 15,742 para US$ 13,382 por bushel.

O indicador da soja do Cepea, calculado com base nos preços praticados no porto de Paranaguá (PR), acompanhou a queda em Chicago. A cotação variou -1,3% em relação ao dia anterior e passou de R$ 176,38 para R$ 174,08 por saca. Desse modo, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 13,11%. Em 12 meses, os preços alcançaram 55,76% de valorização.

Café: arábica recua em Nova York, mas se mantém acima de US$ 1,50 por libra-peso
Os contratos futuros do café arábica recuaram em Nova York, mas conseguiram se manter acima do patamar de US$ 1,50 por libra-peso. O dia foi marcado por realização de lucros após a forte alta da última terça-feira. O vencimento para julho caiu 1,21% e passou de US$ 1,5280 para US$ 1,5095 por libra-peso.

No Brasil, a consultoria Safras & Mercado apontou estabilidade nos preços nas principais praças pesquisadas, de forma que a alta do dólar em relação ao real acabou compensando a queda em Nova York. No sul de Minas Gerais, o arábica bebida boa com 15% de catação ficou estável em R$ 815/820 por saca.

No exterior: membros do Fed admitem discutir diminuição de estímulos monetários
A ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Banco Central dos Estados Unidos (Fed) trouxe sinalizações de que alguns diretores já admitem discussões sobre diminuir o volume de estímulos monetários. Apesar disso, o consenso de que a pressão inflacionária é devida a efeitos transitórios permanece.

Após a divulgação do documento, as bolsas norte-americanas recuaram e as taxas futuras de juros dos títulos do Tesouro norte-americano e o dólar avançaram. Os índices de ações nos EUA chegaram a cair perto de 1% na mínima do dia, mas ao final do pregão, o mercado mostrou um pouco de melhora e reduziu as perdas.

No Brasil: exterior conturbado leva dólar acima de R$ 5,30 novamente
A sinalização do Banco Central dos Estados Unidos (Fed) de que alguns membros acham prudente discutir a redução dos estímulos trouxe volatilidade ao mercado externo e refletiu na cotação do dólar em relação ao real. Dessa forma, a moeda norte-americana subiu 1,17% ante o real e fechou o dia cotada a R$ 5,316.

Os efeitos negativos do exterior também pesaram na bolsa brasileira e encerraram uma sequência de quatro pregões sem variações negativas. O Ibovespa teve uma ligeira queda de 0,28% e ficou cotado a 122.636 pontos. Nesta quarta-feira, 19, a Câmara dos Deputados aprovou o texto principal da medida provisória que trata da privatização da Eletrobras.

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