Alguns temores em relação à soja na Bolsa de Chicago persistem devido ao futuro do clima, de acordo com informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica. “As previsões indicam chuvas abaixo do normal em algumas regiões. Recorde-se que agosto é um mês chave para a definição dos rendimentos. Demanda: o USDA anunciou vendas de 132 mil toneladas. para destinos desconhecidos. O petróleo firme e o dólar fraco deram suporte às commodities agrícolas”, comenta.
“Os futuros da soja CBOT saltaram para o nível mais alto em uma semana na quinta-feira, apoiados por produtos downstream, mercados externos e - mais uma vez - o clima dos EUA. Os contratos de setembro estavam sendo negociados a $ 13,86/bu até o momento desta publicação, com alta de 1,2% no dia, para a maior cotação da semana”, completa a consultoria.
A soja foi sustentada por vários fatores, que incluíram uma recuperação nos preços do farelo de soja e valores mais altos para o óleo de soja, sendo este último sustentado pelo aumento do óleo de palma e pelas preocupações com a produção canadense de canola. “Os mercados externos também deram apoio, com o petróleo mais forte e o dólar americano perdendo valor em relação a uma cesta de moedas de reserva, já que as atas do Fed divulgadas na quarta-feira indicaram que o aperto monetário não deve ocorrer”, indica.
“Além disso, as preocupações com o clima nos EUA entraram em foco, pois apesar de alguns volumes de chuva e temperaturas mais frias observadas nos últimos dias, as previsões indicam que o calor está prestes a voltar. Em termos de notícias, as vendas semanais de exportação de soja dos EUA caíram com uma redução de 79.300 toneladas para as entregas da safra anterior, enquanto as vendas da nova safra chegaram a um valor relativamente alto de 312.800 toneladas, mostraram dados do USDA na quinta-feira", conclui.