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04/08/2021 | 14:13

Bayer anuncia que vai suspender os negócios na área de sementes de soja e biotecnologia na Argentina

Redação Repórter Agro com Canal Rural

Bayer anuncia que vai suspender os negócios na área de sementes de soja e biotecnologia na Argentina

Foto: Reprodução.

A Bayer anunciou que vai suspender os negócios na área de sementes de soja e biotecnologia na Argentina a partir da safra de 2021/2022. Segundo a empresa, a ideia é redirecionar os investimentos para projetos que tenham como foco a sustentabilidade. No Brasil, o modelo da Bayer segue sem alteração. Quem comenta o assunto é Glauber Silveira.

“Essa questão da Bayer com a Argentina já é antiga, desde a época em que a Monsanto fez a mesma coisa, em 2004. O que acontece é que a Argentina não tem nenhuma lei que proteja esses royalties. Aqui no Brasil, quando você lança uma nova tecnologia, você tem como cobrar royalties por um período. A gente tem ouvido falar muito sobre isso, inclusive na questão dos remédios, porque houve mudanças em função de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Então, aqui no Brasil a gente tem essa proteção, quando a Bayer, por exemplo, lança uma semente, ela tem direito de cobrar royalties sobre aquilo. Nos EUA também é assim, em outros países também, na América do Sul, o Brasil é assim”, observa Silveira.

“No caso da Argentina, o produtor não quer pagar royalties porque ele acha que a biotecnologia o ‘escraviza’. Aqui no Brasil, a lei protege a biotecnologia e se exige que uma nova biotecnologia seja sempre melhor do que a anterior. Ou seja, ela tem que trazer um benefício para que se possa cobrar os royalties. Você descobre uma nova biotecnologia e tem o direito de cobrar por ela ao longo de vinte anos. No caso do Brasil, não muda nada com isso”, afirma o comentarista.

“O interessante é que a gente vai acompanhar a Argentina agora e ver se eles estão certos, porque eles não querem cobrar, não aceitam a mudança da lei, não aceitam a cobrança de royalties. Vamos observar que, se a soja e outros produtos agrícolas, lá, continuam bem, quer dizer que eles, talvez, estejam no caminho certo. Nós vamos observar e fazer um comparativo com o Brasil, uma vez que eles têm essa restrição”, conclui.

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