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Notícias / Agronegócios

01/10/2021 | 13:37

Agronegócio gera 152 mil empregos formais no 1° semestre

Somente no mês de junho, o agronegócio criou 38 mil novos empregos, a maioria no estado de São Paulo

Estadão

Agronegócio gera 152 mil empregos formais no 1° semestre

Foto: Shutterstock/Nailotl/Reprodução

O agronegócio gerou 152.496 novos empregos formais no primeiro semestre de 2021, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No acumulado do ano, foram 570 mil admissões e 418 mil desligamentos.

Somente em junho, o setor gerou 38 mil postos de trabalho. Esse foi o segundo melhor resultado de 2021, ficando atrás de maio, que registrou a criação de 42 mil novas vagas. Apenas os dois meses foram responsáveis por mais da metade dos empregos com carteira assinada gerados no ano pelo setor agropecuário.

De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o resultado foi impulsionado pelo avanço do Plano Nacional de Imunização contra a covid-19 e a flexibilização das restrições de circulação de pessoas, por conta da redução da crise sanitária.

Durante o mês de junho, o Sudeste foi a região que criou mais novas vagas formais no setor agropecuário, com a geração de 27 mil empregos de carteira assinada. Grande parte dos postos de trabalho da região e do País, mais de 25 mil, foram criados em São Paulo.

O Nordeste foi a segunda região mais geradora de vagas no agronegócio durante junho, com quase 7 mil novos empregos, impulsionados pelo Maranhão (1.246 postos de trabalho) e Rio Grande do Norte (1.147). Em terceiro lugar, ficou o Centro-Oeste, com 3.878 novas vagas, sendo 2.455 empregos apenas em Mato Grosso. O Norte gerou 1.468 novos postos, com destaque para o Pará (968).

O Sul foi a única região que apresentou resultado desfavorável. No mês, o setor agropecuário da região perdeu 633 postos, influenciado pela forte queda no mercado de trabalho do Rio Grande do Sul, que teve 1.467 perdidas somente nas atividades de agronegócio.

Mais de 60% do saldo negativo no estado foi causado pelo município de Vacaria. Desde março, a cidade vem registrando perdas de empregos, após registrar saldo positivo de quase 5 mil novas vagas em janeiro. Isso se dá por conta da sazonalidade da cultura de maçã, carro-chefe na cidade — em março acaba o período de colheita e, consequentemente, os empregos nas lavouras da fruta. 

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