Uma delegação com 24 produtores rurais do Mato Grosso está nos Estados Unidos fazendo uma imersão no sistema produtivo local e na realidade econômica agrícola americana. O objetivo da missão é a troca de experiências entre produtos rurais mato-grossenses o e produtores rurais americanos, tendo como premissa, conhecer a história deles e a situação destes produtores e de suas lavouras.
A delegação é composta pela diretoria da Aprosoja – MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho), delegados e coordenadores da associação e produtores rurais do Estado. Eles chegaram no país no último sábado (27.08), desembarcando em Chicago (Illinois), onde conheceram a Bolsa de Chicago, responsável pela negociações futuras de commodities, por exemplo. No dia seguinte, já a caminho da cidade de Des Moines, capital do Estado de Iowa, parte da delegação vistoriou lavouras no percurso.
O produtor canaranense, vice-presidente leste da Aprosoja, Diego Dallasta, acompanha a delegação e, em entrevista à AGRNotícias, conta um pouco do que eles estão vendo em solo americano. “Ouvimos produtores locais, trocamos ideias e os questionamos sobre os maiores desafios e problemas no mercado de produção de soja deles. Também estivemos na Universidade Estadual de Iowa (Iowa State University), onde conhecemos o trabalho que a instituição vem fazendo na pesquisa de soja, desenvolvendo materiais e vendendo genética para algumas empresas”.
Entre os vários dias de programação, a delegação conheceu o proprietário e a sede do Grupo Summit, que atua em várias vertentes de produção rural. “Aqui, a título de curiosidade, eles plantam cinco mil acres entre soja e milho. E eles estão tirando de soja 80sc/ha e de milho 220sc/ha, em média”, explana Diego.
Na última quarta, a comitiva passou o dia na Farm Progess Show, feira do agronegócio estadunidense mundialmente conhecida, onde, dentre os vários destaques, o que mais chamou atenção da delegação, foi a variedade de pequenas e médias empresas que desenvolvem produtos (peças, pneus, plataformas, etc) e se dão bem no mercado americano. “Isso demonstrando uma economia liberal, onde é mais fácil um industrial médio e pequeno prosperar. Outra coisa que chamou a atenção, foi um dado: Nesta região aqui, cerca de 60% da área é drenada; Era terra preta de pântano e que recebeu dreno, para poder ser plantada”.
Na quinta (01.09), a comitiva visitou a sede mundial da Corteva Agriscience, onde puderam ver inloco, as pesquisas mais recentes em sementes de milho e soja, bem como os campos de experimentos. Para Dallasta, além do intercâmbio de informações que a delegação está tendo, uma conclusão já bem conhecida pelos produtores mato-grossenses está sendo reforçada. “A questão de técnica agrícola, nós estamos iguais a eles, ou quem sabe, até superior. A gente tem que ter orgulho da nossa agricultura! Temos tecnologias, produzimos bem e com qualidade”.
Diego sustenta que, ao olhar para a produção em outros países, a produção brasileira deve ser encarada como referência em sustentabilidade e um dos grandes estandartes do agronegócio do futuro. “Temos que ter orgulho da nossa produção sustentável. Nós temos que, cada vez mais, contar a nossa verdade para a população do Brasil e do Mundo! Que nós preservamos mais de 70% da nossa área nativa, que está como sempre foi. E aqui, nos Estados Unidos, por exemplo, no Estado de Iowa, 90% da área é utilizada para produção agropecuária. Isso mesmo, 90%”.
A delegação segue mais alguns dias nos Estados Unidos. Nesta sexta (02), a comitiva visita outra propriedade rural, ainda, onde é usado o Plantio Direto, amplamente difundido e aplicado no Brasil.