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Notícias / Defensivos Agrícolas

07/10/2022 | 17:00

Importações de químicos são recorde

Tais resultados acumulados produziram, entre janeiro e setembro, um déficit de US 49 bilhões

AGROLINK -Leonardo Gottems

Importações de químicos são recorde

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Foto: inpEV

As importações de produtos químicos em 2022 foram de US$ 62,5 bi, até setembro, e firmaram recorde ao ultrapassar o total adquirido em 2021, segundo informações da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). “Desde maio de 2022, os valores de importações de produtos químicos têm superado os US$ 7 bilhões mensais, estabelecendo um patamar de praticamente o dobro das aquisições mensais médias previamente à pandemia da COVID19 (as importações médias mensais, em 2019, foram de US$ 3,6 bilhões)”, indica.

“Em que pese uma desaceleração nas quantidades adquiridas nos últimos dois meses, as importações, até setembro, somaram recorde de US$ 62,5 bi (aumento de 47,4%), superando o total do ano de 2021. As exportações brasileiras de produtos químicos, por sua vez, têm permanecido estáveis, em níveis mensais bastante inferiores ao das importações, com vendas médias de US$ 1,5 bilhão, relativas às expedições de 1,3 milhão de toneladas aos países de destino das mercadorias nacionais. No acumulado do ano, até setembro, as vendas de produtos químicos para o estrangeiro totalizaram US$ 13,5 bilhões, valor 33% superior ao registrado entre janeiro e setembro de 2021”, completa, por meio de sua assessoria de imprensa.

Tais resultados acumulados produziram, entre janeiro e setembro, um déficit de US 49 bilhões, valor superior aos US$ 46,3 bilhões do ano passado, até então maior déficit anual da história do acompanhamento da balança comercial setorial. Para o consolidado deste ano, prevê-se um inédito e consternador déficit de US$ 65 bilhões.

“As fortes altas dos preços médios dos produtos transacionados entre o Brasil e o mundo (aumentos de 43,3% nos importados e de 30,6% nas exportações, comparando o período acumulado entre janeiro e setembro de 2022 com igual mês do ano anterior), a manutenção da atividade econômica em patamares elevados em praticamente todas as cadeias que demandam químicos, além da sazonalidade do terceiro trimestre, historicamente mais forte para o setor, são fatores conjunturais que explicam, em grande parte, esses piores indicadores da balança comercial de químicos”, conclui.

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