27/03/2023 | 08:47
Carla Mendes
O mercado da soja inicia a semana operando com estabilidade na manhã desta segunda-feira (27) na Bolsa de Chicago. As perdas eram pouco expressivas e, por volta de 6h50 (horário de Brasília), variavam entre 1 e 2,25 pontos, com o maio sendo cotado a US$ 14,26 e o agosto a US$ 13,59 por bushel.
As cotações precisam de novas notícias. Os traders já parecem ter absorvido o atual cenário dos fundamentos - com a conclusão da safra da América do Sul e a demanda da China mais contida agora - ao passo em que aguarda pelo início da safra 2023/24 dos EUA e das novidades que pode trazer.
Ao mesmo tempo, os olhos permanecem atentos ao contexto geral. O mercado está ainda muito atento ao financeiro, às relaçõe entre China e Rússia, a manutenção do conflito na Ucrânia e á questão bancária nos EUA e na Europa.
Mais do que isso, tem monitorado a mudança de comportamento e direção dos fundos, que têm agora ampliado sua posição vendida na CBOT, não só na soja em grão, mas também derivados, milho e trigo.
"O mercado está de olho no macro e observa com cuidado a situação do banco alemão e seus correspondentes no resto da Europa e nos Estados Unidos", explica o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa. "As chuvas que caíram recentemente na Argentina ajudaram a estabilizar a soja plantada durante o mês de janeiro. Entretanto, mais chuvas são necessárias nesta reta final de enchimento de vagens. A Rússia está fazendo uma nova escalada e colocando armas nucleares em Belarus, coisa que não fazia há muitos anos, fora de sua fronteira".