O mercado da soja fechou a sessão desta quinta-feira (30) com oscilações bastante tímidas. As cotações cediam entre 1 e 3,50 pontos nos contratos mais negociados, levando o maio a US$ 14,74 e o agosto a US$ 14,00 por bushel. Já entre os derivados, as variações são mais intensas.
Os futuros do óleo de soja perderam mais de 1,6%, com a primeira posição sendo cotada a 54,48 cents de dólar por libra-peso, enquanto o farelo, por sua vez, subia 0,3% para US$ 459,50 por tonelada curta. E de olhos nestes movimentos, o grão buscava seu equilíbrio, principalmente à espera pelos novos boletins que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que serão reportados nesta sexta-feira (31).
Segundo analistas e consultores, o mercado poderá definir novos rumos a partir destas primeiras informações sobre a nova safra norte-americana. Mas, também acompanha de perto como virão os estoques trimestrais de grãos dos EUA.
No paralelo, as atenções ao quadro de fundamentos já conhecidos continua. Entre eles estão a robusta safra do Brasil, a quebrada produção da Argentina e a demanda mais contida por parte da China neste momento.
Ainda nesta quinta-feira, o mercado também recebeu o reporte de vendas semanais para exportação do USDA com números dentro das expectativas do mercado, o que também não deu muito espaço a avanços dos preços da soja na CBOT.
As vendas semanais foram de 348,2 mil toneladas, dentro do intervalo esperado pelos traders de 100 mil a 600 mil toneladas. O destino principal foi também a China. Com este volume, as vendas americanas totalizam, na temporada, 49,760,9 milhões de toneladas, abaixo do registrado no mesmo período do ano passado em 10%.
EXPECTATIVAS PARA ÁREA DE PLANTIO DOS EUA
Para a soja, o intervalo das projeções para a área de plantio é de 35,35 a 37,27 milhões de hectares, com média de 35,71 milhões. Em fevereiro, durante o Agriculture Outlook Forum, a área dedicada a soja foi previamente indicada em 35,41 milhões de hectares. Na safra 2022/23, a área foi de 35,39 milhões.
"Precisamos estar atentos à faixa de expectativas para a área de soja, que é a mais estreita em pelo menos 16 anos, e muito menor do que a dos últimos anos. É assim que as surpresas acontecem", afirma a especialista internacional em commodities, Karen Braun.