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Notícias / Agronegócios

09/05/2023 | 08:18

'Expectativas não são tão otimistas', diz ex-secretário do Mapa sobre Plano Safra

Ex-secretário de Política Agrícola do Mapa, Benedito Rosa, também afirma que o valor de suplementação do Plano Safra atual é 'insuficiente'

Canal Rural

'Expectativas não são tão otimistas', diz ex-secretário do Mapa sobre Plano Safra

Foto: Reprodução

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou que R$ 200 milhões serão disponibilizados para complementar o Plano Safra 2022/23, que encerra em 30 de junho.

Segundo Fávaro, o valor possibilitará a equalização de aproximadamente R$ 8,4 bilhões para serem imediatamente aplicados em programas de financiamento do Moderfrota, investimentos em irrigação, pré-custeio e custeio.

Embora a medida seja bem-vinda, o setor esperava um aporte maior. Entidades estimam que seriam necessários R$ 1,03 bilhão e negociavam esse valor com os ministérios da Agricultura e Fazenda desde março.

Na avaliação do ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Benedito Rosa, o recurso é insuficiente.

“Como formular o próximo Plano Safra se o atual ainda não fechou em termo de cumprir os financiamentos e créditos pendentes até junho? As entidades como CNA e entidades do meio de crédito solicitaram R$1 bilhão de reais para fechar a demanda até junho. O ministro anunciou a liberação de R$200 milhões, 20% do solicitado. E mesmo assim, entendendo a dificuldade do governo que teve que cortar o orçamento vigente para fechar essa demanda até junho, isso atrapalhou dois cenários: o pré-custeio, onde os bancos ficam confusos de quanto liberar, e segundo, como formular um plano safra que já está defasado em termos de tempo”, afirma.

Novo Plano Safra

De acordo com Benedito Rosa, as perspectivas para o próximo Plano Safra não são animadoras.

Segundo ele, “por razões diversas, a primeira delas é a realidade fiscal que o Brasil vem enfrentando. O arcabouço não foi esclarecido, nem sequer quais são as condições que governo poderá aumentar as despesas e sem isso fica difícil para o Ministério da Fazenda prever e programar o volume de recursos que serão compatíveis com o volume de demanda por crédito por juros equalizados.”

Em outras palavras, a falta de clareza por parte do governo quanto ao aumento de despesas torna difícil a previsão do volume de recursos necessários para atender a demanda por crédito com juros equalizados.

Rosa também cita a questão do seguro rural, uma demanda do setor.

“A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou um aporte de R$ 2 bilhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Embora estejamos aguardando a decisão final sobre o valor a ser concedido, pessoalmente acredito que deveríamos receber pelo menos R$ 1 bilhão. Além disso, seria essencial alocar mais recursos para o seguro rural, considerando o atual cenário de incertezas e altas demandas na agricultura”.

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