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19/12/2023 | 08:22

Ferrogrão: “Queremos progresso para Novo Progresso”, diz cacique Kaiapó

Audiência pública realizada pelo senador Zequinha Marinho teve participação da Aprosoja

Redação Repórter Agro com Cepea

Ferrogrão: “Queremos progresso para Novo Progresso”, diz cacique Kaiapó

Foto: Divulgação

A Aprosoja Brasil e a Aprosoja Pará participaram na última sexta-feira (15/12) de uma audiência pública em Novo Progresso (PA) para discutir o projeto da ferrovia EF-170, também conhecida como Ferrogrão, que formará o corredor ferroviário de exportação do Brasil pelo Arco Norte do país. O debate foi promovido por sugestão do senador Zequinha Marinho (PA) pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado Federal.

Falando para o público presente, formado por produtores, empresários e também por indígenas da comunidade Kaiapó, sobre a importância da Ferrogrão e citando o incentivo que os produtores rurais deram aos Parecis, em Mato Grosso, o presidente da Aprosoja Brasil, Antonio Galvan, disse que é importante buscar uma solução definitiva para o ingresso dessas comunidades na sociedade brasileira.

“Tenho certeza de que você vieram orientados para impedir esse encontro, para não deixar essa região do Pará se desenvolver. Precisamos buscar uma solução para melhorar o padrão de vida das aldeias de vocês. Quando a gente passa pela região dos Parecis, a gente vê a mudança que aqueles indígenas tiveram, com o progresso e a melhoria daquelas famílias. Vocês precisam ser reconhecidos pelo trabalho que realizam”, destacou Galvan.

O cacique geral Kuei, da Terra Indígena Baú, disse que a comunidade Kaiapó quer fazer parte deste processo.

“Nós temos direito ao progresso. Estamos junto com o município para ganhar alguma coisa para a nossa população, indígena e não-indígena. Nós queremos progresso para Novo Progresso e para a aldeia Kuei”, declarou o líder.

“A Ferrogrão é muito importante para o Pará e para o Mato Grosso”, acrescentou o presidente da Aprosoja Pará, Vanderlei Ataídes.

Segundo o senador, um comboio de 160 vagões ferroviários é capaz de substituir 400 caminhões que transitam pelas rodovias, reduzindo em R$ 19,2 bilhões o custo do frete.

“Mas os benefícios da ferrovia vão muito além disso. Ela vai gerar cerca de 373 mil empregos diretos e indiretos e reduzir em 800 mil toneladas por ano a quantidade de CO² que hoje é gerada pelo transporte rodoviário”, argumentou o senador e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

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