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Notícias / Brasil

21/03/2018 | 08:23

Especialistas debatem risco e oportunidade da inovação

Melhorar processos industriais sem descuidar da sanidade e inocuidade dos produtos

Repórter Agro | MAPA

“As decisões sanitárias sobre inovações também envolvem aspectos políticos”, disse Paul Leonard, diretor de Relações Institucionais da indústria química Basf, palestrante sobre “O Princípio da Inovação”, seminário promovido pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, nesta terça-feira (20), em Brasília.

Não falta normatização, segundo ele. O problema é a interpretação dada às normas em razão do envolvimento de componentes políticos. Na avaliação de Paul Leonard existe um distanciamento entre o conhecimento científico e a sociedade no que se refere às inovações.

“O grande desafio dos cientistas”, disse Leonard, “é saber comunicar à sociedade sobre o alcance e a importância destas novas tecnologias, pois é preciso recuperar a confiança nos sistemas de controle dos produtos, que cada vez estão mais seguros”.

Para o secretário de Defesa Agropecuária, Luís Rangel, o maior desafio do agronegócio atualmente é manter a sua pujança dando agilidade e prioridade às inovações.

“A regulação deve viabilizar as mudanças nos processos industriais”, explica Rangel, “sem perder de vista os controles necessários à sanidade e inocuidade dos produtos, além de fomentar com a agilidade necessária a inovação para a produção agropecuária”.

O diretor de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Cleber Oliveira Soares, explica que todos os dias os brasileiros “consomem” inovações agropecuárias, quando se alimentam, se vestem ou se locomovem.

“A própria tecnologia dos drones, das câmaras térmicas infravermelhas (usadas para análise dos rebanhos), entre outros equipamentos, são inovações que estão promovendo o grande salto da agropecuária brasileira”, exemplificou.

O diretor lembra que o Brasil deverá fornecer 40% dos alimentos a serem consumidos pela população mundial em 2050, volume que exige investimentos em tecnologias voltadas à produtividade. Em 34 anos, o consumo global é estimado em 1 bilhão de toneladas.

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