Os Estados Unidos se consolidaram como o segundo maior destino da carne bovina in natura exportada pelo Brasil no primeiro semestre de 2025. De janeiro a junho, foram embarcadas 156 mil toneladas para o mercado norte-americano, número que reforça a relevância dos EUA como parceiro comercial do setor pecuário brasileiro.
A liderança segue com a China, que manteve uma forte demanda e importou 631 mil toneladas no mesmo período — volume quatro vezes maior que o dos Estados Unidos. Juntas, China e EUA responderam por grande parte das exportações brasileiras no semestre, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína animal.
O bom desempenho das exportações ocorre mesmo em meio a um cenário interno de consumo retraído e cautela por parte das indústrias frigoríficas. No entanto, o setor observa com preocupação a previsão de aplicação de tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. A medida pode impactar diretamente a competitividade da carne bovina brasileira no mercado norte-americano e pressionar as margens das indústrias exportadoras.
Ainda assim, os números do primeiro semestre demonstram a força do agronegócio brasileiro no comércio internacional, especialmente no segmento de proteína animal.
