Os preços recordes da arroba do boi gordo vêm trazendo alívio para as contas do pecuarista terminador em abril, melhorando a relação de troca mesmo diante da valorização contínua do bezerro. Segundo dados do Cepea, o cenário atual é o mais favorável dos últimos 12 meses.
Na parcial de abril, o Indicador Boi Gordo CEPEA/ESALQ, referente ao estado de São Paulo, registra média de R$ 363,82 por arroba. O valor representa alta de 13% em relação a janeiro e avanço de 14% frente ao mesmo período de 2025, já descontada a inflação medida pelo IGP-DI.
O patamar atual está muito próximo do recorde histórico real, registrado em novembro de 2011, quando a arroba atingiu média de R$ 364,82, evidenciando a força do mercado pecuário neste momento.
Por outro lado, o preço do bezerro também segue em trajetória de alta. O Indicador CEPEA/ESALQ para o animal nelore, de 8 a 12 meses, no mercado de Mato Grosso do Sul, apresenta média de R$ 3.316,71 em abril. O valor representa elevação de 7,43% frente a janeiro e expressivos 19,45% na comparação anual.
Apesar da valorização da reposição, a relação de troca se tornou mais favorável ao pecuarista. Atualmente, são necessárias 9,12 arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro, o menor nível em 12 meses. Em abril do ano passado, essa relação era de 8,71 arrobas.
Esse indicador é fundamental para o planejamento da atividade, já que mede o poder de compra do produtor no momento de repor o rebanho. A melhora recente sugere maior eficiência econômica para quem atua na terminação.
O cenário reflete a combinação entre oferta mais restrita de animais prontos para abate e demanda firme, tanto no mercado interno quanto externo, fatores que sustentam os preços da arroba.
Diante disso, o mercado pecuário inicia o segundo trimestre com perspectivas mais positivas para os produtores, especialmente aqueles que conseguem aproveitar o momento para ajustar suas estratégias de reposição e comercialização.