Os preços da carne bovina no atacado da Grande São Paulo seguem sustentados ao longo de março, mesmo diante de um cenário que tradicionalmente aponta para consumo mais fraco, como o período da Quaresma. A firmeza das cotações contrasta com o desempenho das proteínas concorrentes, que apresentam desvalorização no mesmo intervalo.
A sustentação dos preços está diretamente ligada ao bom ritmo das exportações brasileiras, aliado à menor disponibilidade de produto no mercado interno. Esse equilíbrio entre oferta mais restrita e demanda externa aquecida tem garantido estabilidade para a carne bovina, mesmo em um ambiente de maior concorrência com outras proteínas.
No caso da carne suína, o cenário é diferente. O aumento da produção, sem o mesmo avanço no consumo, tem pressionado os preços ao longo do mês. Esse descompasso impacta diretamente as margens dos produtores, que ainda enfrentam custos elevados de produção.
Já o mercado de frango segue em trajetória de queda, influenciado por uma oferta mais abundante e por um enfraquecimento da demanda interna, o que contribui para a redução das cotações.
De acordo com dados recentes, na parcial entre o fim de fevereiro e a terceira semana de março, a carcaça bovina apresentou estabilidade nos preços. Em contrapartida, a carcaça suína acumulou recuo de 1,54%, enquanto o frango resfriado registrou queda mais acentuada, de 6,35%.
Mesmo com o ambiente sazonal menos favorável ao consumo de carne bovina, o mercado segue resiliente, apoiado principalmente pelo desempenho das exportações e pelo controle da oferta interna.