Os preços da soja iniciaram a semana em alta na Bolsa de Chicago e voltaram a superar a marca de US$ 12 por bushel nos principais contratos futuros nesta segunda-feira (4), impulsionados pelo avanço do óleo de soja, pela valorização do petróleo e por fatores técnicos e fundamentais que seguem sustentando o mercado.
Por volta das 7h, no horário de Brasília, os contratos mais negociados registravam ganhos entre 6,25 e 7,75 pontos. O vencimento julho era cotado a US$ 12,10 por bushel, enquanto o agosto avançava para US$ 12,04.
O movimento também foi acompanhado pelos derivados. Os futuros do farelo e do óleo de soja operavam em alta, com destaque para o óleo, impulsionado pela valorização superior a 4% do petróleo nos contratos WTI e Brent.
Dados de mercado indicam que os principais contratos futuros apresentavam ganhos próximos de 0,6% nas primeiras horas do pregão, mantendo a trajetória positiva observada no encerramento da semana passada.
O mercado volta a testar níveis próximos das máximas recentes, em um ambiente ainda marcado por volatilidade e forte sensibilidade aos movimentos externos.
Outro fator de sustentação segue sendo a demanda consistente da indústria de esmagamento nos Estados Unidos, especialmente no segmento de derivados, que continua oferecendo suporte adicional às cotações.
As condições climáticas também permanecem no radar dos investidores. Embora o plantio norte-americano avance em ritmo superior ao esperado, previsões de chuvas irregulares e preocupações com a umidade em parte das áreas produtoras mantêm o mercado atento, limitando pressões baixistas mais intensas.
Novos dados sobre o avanço da semeadura serão divulgados ainda nesta segunda-feira pelo USDA, referência importante para a direção dos preços no curto prazo.
Por outro lado, os ganhos seguem parcialmente limitados pela ampla oferta global, especialmente da América do Sul, onde a produção recorde ainda pesa sobre o equilíbrio entre oferta e demanda.
Apesar disso, a forte procura pela soja brasileira segue favorecendo os produtores nacionais, sustentando os prêmios nos portos e reforçando a competitividade do produto no mercado internacional.