O mercado da soja iniciou a semana em alta, sustentado principalmente pelo desempenho positivo dos derivados e por fatores externos que influenciaram as negociações internacionais.
Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos na Bolsa de Chicago avançaram mais de 1%, com o vencimento de maio cotado a US$ 11,77 por bushel. O movimento foi puxado pelo farelo de soja, que reagiu após a União Europeia identificar traços de um evento transgênico não autorizado em cargas da Argentina, elevando a demanda por contratos na bolsa.
O óleo de soja também contribuiu para a valorização, acompanhando a alta do petróleo e o aquecimento da demanda por biodiesel nos Estados Unidos.
No Brasil, o cenário segue heterogêneo entre as regiões produtoras. No Rio Grande do Sul, a colheita atinge cerca de 68% da área, com produção estimada em 20,2 milhões de toneladas, impactada pela irregularidade climática.
Em Santa Catarina, a produção gira em torno de 3,1 milhões de toneladas, dentro do esperado, com destaque para a expansão da segunda safra como alternativa de diversificação.
O Paraná caminha para uma safra recorde de 22 milhões de toneladas, mas enfrenta desafios estruturais, como déficit de armazenagem e impacto do câmbio sobre a rentabilidade. Situação semelhante é observada no Mato Grosso do Sul, onde a colheita praticamente encerrada convive com custos logísticos elevados.
Já em Mato Grosso, a produção deve alcançar 49,6 milhões de toneladas, com atenção voltada ao escoamento e ao aumento dos custos para a próxima safra, estimados em alta de até 15%.
O conjunto desses fatores mantém o mercado atento tanto às condições externas quanto aos desafios internos, com os derivados assumindo papel central na sustentação das cotações no curto prazo.