O mercado de milho continua operando sem tendência clara no curto prazo, refletindo sinais mistos entre o cenário internacional e o ambiente doméstico.
Segundo análise da TF Agroeconômica, enquanto a Bolsa de Chicago segue lateralizada com leve viés de alta, o mercado brasileiro ainda enfrenta pressão de oferta, limitando movimentos mais consistentes de valorização.
Na CBOT, o contrato julho de 2026 opera dentro de uma faixa técnica entre 460 e 480 cents por bushel.
O teste da resistência próxima de 480 cents é apontado como decisivo para os próximos movimentos. Caso esse patamar seja rompido, o mercado pode ganhar força para novas altas. Se não houver sustentação, a tendência é de retorno ao movimento de consolidação.
O suporte de curto prazo permanece na faixa de 460 cents por bushel, reforçando a percepção de indefinição.
Entre os fatores que dão sustentação ao mercado internacional estão as chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos, que podem atrasar o plantio entre três e quatro dias.
Também contribuem para esse suporte a compra de cerca de 6 mil contratos por fundos de investimento e o risco de estresse hídrico em regiões estratégicas da safrinha brasileira.
Outro ponto observado é a redução dos estoques de etanol nos Estados Unidos, mesmo diante de leve queda na produção, o que sinaliza demanda ainda consistente.
No cenário oposto, a queda das primas FOB da Argentina aponta maior competitividade exportadora, em um contexto de ampla oferta na América do Sul.
No Brasil, o avanço da colheita da safra de verão, os estoques elevados em algumas regiões e o aumento da presença de produtores nas vendas mantêm pressão sobre os preços.
A recomendação da consultoria para produtores é aproveitar repiques de alta, principalmente em caso de rompimento da resistência em Chicago, para avançar na fixação de preços.
Para compradores e indústrias, o cenário sugere oportunidades em eventuais recuos, mas compras mais agressivas exigem cautela diante da ausência de uma tendência consolidada.