Os preços do combustível marítimo voltaram a cair após semanas de forte volatilidade, refletindo a redução das tensões no Golfo Pérsico.
Segundo a AMR Business Intelligence, a escalada dos preços teve início com o avanço do conflito na região, em 28 de fevereiro de 2026, quando o mercado passou a incorporar riscos geopolíticos às cotações.
Antes da crise, o combustível marítimo de baixo teor de enxofre era negociado ao redor de US$ 580 por tonelada métrica. Com o agravamento do cenário, os preços dispararam e chegaram a US$ 1.823 no início de abril.
Já o combustível de alto teor de enxofre também registrou forte valorização, alcançando cerca de US$ 770 por tonelada métrica no fim de março.
A reversão desse movimento ocorreu após o anúncio de uma trégua mediada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Inicialmente prevista para duas semanas, a pausa nos confrontos foi posteriormente prorrogada por tempo indeterminado, reduzindo significativamente a percepção de risco na região.
Com isso, os preços começaram a devolver parte das altas acumuladas.
Dados de 27 de abril mostram que o combustível de baixo teor de enxofre recuou para US$ 1.116 por tonelada métrica, enquanto o produto de alto teor caiu para US$ 681.
Apesar da queda, os valores ainda permanecem acima dos níveis registrados antes do início do conflito.
O movimento indica uma resposta positiva do mercado à perspectiva de maior estabilidade no Golfo Pérsico.
Após a escalada provocada pela guerra, a trégua ajudou a reduzir as incertezas e permitiu uma correção relevante nos custos logísticos globais.