O mercado de trigo segue aquecido na região Sul, impulsionado pela demanda ativa dos moinhos e pela oferta restrita de grãos de melhor qualidade. Segundo informações da TF Agroeconômica, o avanço do dólar também aumentou a paridade de importação, fortalecendo ainda mais os preços internos.
No Rio Grande do Sul, os moinhos seguem buscando trigo de qualidade superior, especialmente lotes branqueadores, que têm encontrado forte procura. Em algumas negociações, os preços chegaram a R$ 1.500 por tonelada CIF, dependendo da necessidade dos compradores e das condições de pagamento.
As coberturas para maio já estão completas no estado, enquanto os contratos para junho atingem cerca de 50% do volume esperado. Para a nova safra, ainda há poucos negócios registrados, com aproximadamente 40 mil toneladas negociadas até o momento.
No mercado de balcão gaúcho, o preço pago ao produtor em Panambi subiu para R$ 64 por saca, refletindo a firmeza do mercado interno.
Em Santa Catarina, o cenário é considerado mais estável. O trigo catarinense passou a ser ofertado a partir de R$ 1.350 por tonelada FOB, com algumas negociações envolvendo pagamento semanal. O estado também recebe ofertas de trigo do Paraná e do Rio Grande do Sul.
Já no Paraná, o mercado mantém preços elevados, sustentados pela baixa disponibilidade de produto. As ideias de venda variam entre R$ 1.400 e R$ 1.500 por tonelada FOB, enquanto compradores indicam valores próximos de R$ 1.450 para entregas em junho.
O trigo argentino nacionalizado continua competitivo nos portos, mas enfrenta resistência dos moinhos paranaenses devido aos custos logísticos e tributários. Ainda assim, o cenário segue de sustentação para os preços, principalmente diante da dificuldade de encontrar trigo de melhor padrão no mercado interno.