O mercado de trigo na região Sul do Brasil continua operando com oferta ajustada, negociações pontuais e preços sustentados, em um cenário marcado pela cautela dos compradores e pela demanda ainda enfraquecida por farinhas.
De acordo com a TF Agroeconômica, as negociações seguem no modelo “mão para a boca”, com moinhos evitando ampliar estoques enquanto administram margens e acompanham o ritmo lento do consumo.
No Rio Grande do Sul, os preços giram entre R$ 1.260,00 por tonelada para trigos de menor qualidade e R$ 1.300,00 no interior. Já os vendedores pedem valores mais elevados, entre R$ 1.350,00 e R$ 1.400,00. Mesmo assim, a comercialização segue limitada, já que os moinhos estão abastecidos até meados de maio e a demanda por farinha permanece fraca.
A disponibilidade no estado é estimada em cerca de 260 mil toneladas, volume considerado insuficiente até a próxima colheita, prevista para outubro. Esse cenário reforça a necessidade de importações e mantém os preços próximos à paridade internacional. No balcão, houve alta em praças como Panambi.
Em Santa Catarina, o mercado segue abastecido principalmente por produto vindo de outros estados. O trigo local gira em torno de R$ 1.300,00 por tonelada FOB, enquanto lotes do Paraná e do Rio Grande do Sul já alcançam R$ 1.400,00. Os preços ao produtor permanecem estáveis na maioria das regiões, com exceção de altas pontuais.
No Paraná, os negócios variam entre R$ 1.400,00 e R$ 1.450,00 por tonelada. Para os próximos meses, as indicações recuam para a faixa entre R$ 1.350,00 e R$ 1.370,00 CIF, refletindo a valorização do real e a redução das paridades de importação.
O cenário indica um mercado ainda equilibrado entre oferta limitada e demanda contida, com tendência de manutenção dos preços firmes no curto prazo, especialmente durante a entressafra.