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Notícias / Pecuária

28/10/2026 | 10:54

Preços do bezerro nelore disparam e alcançam patamar de R$ 3.400 a R$ 3.700 em Confresa (MT)

Firmeza histórica do boi gordo, combinada com a restrição de oferta de animais de reposição, impulsiona o mercado de invernada na região do Vale do Araguaia.

Redação Repórter Agro por Tiago Seiffert

Preços do bezerro nelore disparam e alcançam patamar de R$ 3.400 a R$ 3.700 em Confresa (MT)

Foto: Banco de Imagens

O mercado de reposição vive um momento de forte valorização e preços firmes em Confresa e em toda a região norte de Mato Grosso. Com a arroba do boi gordo operando em patamares recordes e renovando máximas históricas no estado, os criadores e invernistas da região vêm ajustando as cotações para cima, refletindo a alta concorrência por lotes de qualidade.

Atualmente, o bezerro nelore (com peso de desmama mais avançado / sobreano) é negociado na praça de Confresa na faixa de R$ 3.400,00 a R$ 3.700,00 por cabeça.

O que impulsiona os preços na invernada?

A escalada nos valores da reposição é sustentada por fatores cruciais do ciclo pecuário atual:

Efeito Boi Gordo: Com a arroba registrando patamares elevados nas principais praças do país e batendo recordes reais (como os indicadores acima de R$ 380 em São Paulo e firmes em Mato Grosso), a cadeia se valoriza por completo, puxando o preço do animal magro.

Retenção e Custos: A oferta de animais terminados e de reposição segue enxuta. Muitos pecuaristas optam por segurar os lotes no pasto — favorecidos pelas condições das pastagens após as chuvas recentes — o que reduz a disponibilidade imediata de bezerros para venda rápida.

Demanda Aquecida: Invernistas que buscam repor o estoque nos confinamentos e pastagens da região encontram concorrência acirrada, o que blinda as cotações contra qualquer tentativa de baixa e consolida o patamar de até R$ 3.700,00 por cabeça para animais com melhor padronização genética e peso de entrada.

Com o mercado firme tanto na ponta de engorda quanto na reposição, o produtor do Vale do Araguaia segue cauteloso na hora de fechar negócio, exigindo preços que acompanhem os custos de produção e a forte valorização do boi gordo.

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