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Notícias / Soja

06/02/2021 | 09:39

Soja tem semana marcada por intensa volatilidade em Chicago e preços ainda firmes no Brasil

Redação Repórter Agro com Notícias Agrícolas

Os últimos dias marcaram mais uma semana de volatilidade para os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago, enquanto permanecem firmes e sustentados no mercado brasileiro. O andamento das cotações ainda se divide entre os fundamentos e os movimentos técnicos. No Brasil, todavia, os negócios ainda caminham com um ritmo mais lento, acompanhando a conclusão da safra 2020/21. 

"O fato é que a colheita está andando e o grão que tem saído dos campos está com qualidade baixa e a maior parte não consegue dar padrão de exportação. Assim, as ofertas seguem escassas, mantendo fôlego positivo dos preços, com apoio do dólar. Ainda assim, o mercado não conta com muitos vendedores, já que eles continuam esperando mais pela soja", explica Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting. 

Mais do que isso, ele explica ainda que a safra brasileira está praticamente definida, há pouco para mudar, e as cotações estão altas, os preços estão bem valorizados. "Mas temos que ter noção do outro lado da mesa, os compradores, importadores, setor de ração, e todo esse pessoal está estrangulado, já não conseguem pagar mais", diz. 

"Os grandes compradores dão sinais de que vão esperar receber a soja para depois negociar novos volumes. Assim, neste momento, temos uma calmaria no mercado", afirma o consultor. Para a Brandalizze Consulting, a safra brasileira deverá ficar entre 127 e 133 milhões de toneladas. "Os números vão seguir flutuando, mas vem uma grande safra pela frente", acredita Brandalizze.

Nos portos, os preços recuaram em relação à ultima sexta-feira (29). Em Paranaguá, a soja disponível fechou com R$ 168,00 por saca e baixa de 1,18% na semana, enquanto a referência março perdeu no acumulado 2,91% e fechou o dia com R$ 167,00. Já em Rio Grande, o spot se manteve estável em R$ 166,00, enquanto o indicativo março caiu 1,20% para R$ 165,00. 

Parte da pressão que se dá sobre os preços no Brasil, além da volatilidade do dólar e dos futuros da oleaginosa na Bolsa de Chicago, vem também dos prêmios neste momento no Brasil. Apesar de ainda positivos, as referências estão também pressionadas - partes em função dos poucos negócios que acontecem neste momento. 

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