Os futuros da soja em Chicago dispararam para mais uma sessão na sexta-feira, com os contratos do mês anterior subindo mais de 15% desde 12 de abril, já que os fundamentos rígidos para grãos e fortes mercados de óleo vegetal continuam a sustentar os preços. As informações foram divulgadas pela TF Agroeconômica.
“Os contratos do primeiro mês de julho atingiram uma nova alta de vários anos e eram negociados a US$ 15,90/bu até o momento desta publicação, 1,3% acima no dia e acumulando 4,3% de ganhos desde o início da semana. Os futuros da nova safra subiram ainda mais acentuadamente durante a semana, com a maioria dos contratos subindo mais de 6%, já que os fundamentos sugerem que o aperto do mercado pode persistir”, comenta a consultoria.
A soja continua a pedir força ao óleo de soja, cujos futuros ultrapassaram as máximas históricas mais uma vez, apoiado pelo comércio do óleo de palma em uma alta de 13 anos e pelos preços da canola também subindo. “Enquanto isso, as condições de seca no Brasil persistem e o inevitável rebaixamento da safra de milho safrinha do país, as estimativas continuam assustando os mercados, pois qualquer problema que afete a safra dos EUA provavelmente exigirá um racionamento de demanda. Os vendedores americanos relataram vendas de exportação in natura de 1,36 milhão de toneladas de milho para a China para entrega em 2021/22, o que também pesou no já apertado mercado de milho”, completa.
“O dólar voltou a cair nesta sexta-feira, fechando numa mínima em quase quatro meses e contabilizando a maior queda semanal desde dezembro, com reação a ingressos de recursos e a um contínuo movimento de desmonte de posições compradas na moeda norte-americana por perspectiva de mais alta de juros no Brasil e de permanência de estímulos globais”, conclui.