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Notícias / Agronegócios

03/02/2022 | 14:41

Operação cumpre mandados contra suspeitos de falsificação de notas fiscais para venda de grãos em MT

Um levantamento feito pela Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) mostrou que em cinco anos as empresas investigadas comercializaram o dobro de grão do que supostamente adquiriram...

G1 MT

Operação cumpre mandados contra suspeitos de falsificação de notas fiscais para venda de grãos em MT

Polícia cumpre mandados de busca e apreensão na operação Ghost Grain

Foto: Polícia Civil

Uma operação para cumprir 10 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de falsificação de notas fiscais para venda de grãos foi deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (3) em quatro municípios de Mato Grosso. Também deve ser cumprido um mandado de suspensão do exercício de atividade de contador de um dos suspeitos.

De acordo com a Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), as investigações apontam que houve fraudes dentro do Programa de Incentivos Fiscais (Prodeic), com a comercialização de notas fiscais, em que os produtos supostamente vendidos são embarcados por outras empresas.

Segundo a polícia, essas empresas utilizavam escritórios de fachada para promover a troca ou compra de notas falsas para acobertar operações de venda de grãos onde não eram recolhidos os tributos.

A polícia informou que os suspeitos podem responder por crimes de falsidade ideológica, falsificação de documento público, crime contra a ordem tributária e organização criminosa.

As ordens judiciais foram expedidas pela juíza, Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

A operação ‘Ghost Grain’ é realizada em Cuiabá, Várzea Grande, Primavera do Leste e Lucas do Rio Verde.

Investigação
Ainda conforme as investigações, as empresas alvo da operação chegaram a ser investigadas na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sonegação. Elas tinham parcerias com contadores investigados em outros esquemas de sonegação de ICMS e prática de crimes contra a ordem tributária, um inclusive com envolvimento na antiga ‘Máfia do Fisco’.

O esquema, segundo a polícia, é comandado por um único grupo criminoso, com atuação principal em Primavera do Leste, tendo também funcionado de forma fictícia em Cuiabá.

Como funcionava o esquema
A polícia apurou ainda que a atuação dos sonegadores tem um modo dinâmico e organizado para burlar a fiscalização tributária, criando várias empresas e fazendo alterações contratuais de entrada e saída de sócios, mudanças de endereço, sendo a maioria fictícios.

Um levantamento feito pela Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) mostrou que em cinco anos as empresas investigadas comercializaram o dobro de grão do que supostamente adquiriram, existindo uma discrepância entre o volume de notas fiscais saídas e entrada, tendo uma delas emitido um montante de notas de saídas no total de R$ 498 milhões e notas fiscais de entrada de R$ 142 milhões.

De acordo com a polícia, o crédito tributário constituído contra uma das investigadas chega a R$ 109 milhões, valores estes devidos ao estado.

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