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14/06/2022 | 13:19

Soja pode bater maior preço de todos os tempos?

De acordo com eles, a projeção de US$ 18,0/bushel vem da interpretação técnica da configuração dos gráficos de preços.

AGROLINK -Leonardo Gottems

Soja pode bater maior preço de todos os tempos?

Foto: Repórter Agro

O preço da soja na principal Bolsa de Valores de commodities do mundo pode chegar em US$ 18,0/bushel. Isso seria um valor nunca antes atingido pela oleaginosa na Bolsa de Chicago (CBOT), apontam os analistas de mercado da Consultoria TF Agroeconômica. Após isso, explicam eles, toda as atenções se voltam para o Brasil.

“Há dois fatores altista no mercado: Um de curto prazo (China) e outro de mais longo prazo (demanda para biodiesel) porque as decisões demoram para sair, pois dependem de muita burocracia. Mas, o importante é que já começou a andar e o sojicultor brasileiro está tendo cada vez mais garantia de que sua (alta) rentabilidade vai continuar neste e nos próximos anos”, afirmam os especialistas.

De acordo com eles, a projeção de US$ 18,0/bushel vem da interpretação técnica da configuração dos gráficos de preços. “Mostra a força que o mercado de soja está fazendo para ultrapassar a forte linha de resistência que existe a $ 1745,50/bushel, com grandes possibilidades de conseguir, baseada nos aspectos positivos da análise fundamental. Se conseguir, seu próximo objetivo estará próximo dos $18,0/bushel, algo jamais alcançado na história da soja em Chicago”, destacam.

Por outro lado, o Brasil pode aumentar o consumo de soja para biodiesel: “Com as dificuldades criadas pelas sanções à Rússia com a guerra na Ucrânia, esta possibilidade passou a ser uma necessidade. Quando isto acontecer (porque parece inevitável) a demanda por óleo poderá explodir e, com ela, os preços. A única coisa certa será um aumento considerável na demanda, nos preços e na rentabilidade do sojicultor”.

“Por enquanto, o USDA apresentou um quadro baixista para os preços, mas ninguém acredita. Todos sabem que há elementos altistas nos fundamentos do mercado, como o clima adverso nos EUA e a necessidade ainda grande de a China comprar soja. E estas compras, de junho a agosto, serão direcionadas mais fortemente ao Brasil, como acontece todos os anos”, explica a equipe da TF.

“A China está precisando se abastecer em torno de 20 milhões de toneladas até o final da temporada e os americanos não terão esta disponibilidade adicional. Com isto, os chineses terão que se voltar para o Brasil e o resultado é que Chicago poderá cair, mas os prêmios brasileiros aumentarão significativamente, mais do que compensando a queda no mercado futuro”, concluem.

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