O milho fechou em alta generalizada na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), tanto para o dia como para a semana, por demanda chinesa. “A forte alta de1,30% do dólar superou em muito a queda de 0,30% da cotação do milho na bolsa de Chicago e permitiu às Tradings voltarem a oferecer preços melhores aos vendedores, nesta terça-feira. Estima-se que houve um farm selling de aproximadamente 200 mil toneladas de milho para exportação”, comenta.
“Com isto, as cotações futuras fecharam em alta no dia para novembro e para os demais meses e também no comparativo semanal: o vencimento novembro/22 fechou a R$ 89,74, alta de R$ 0,73 no dia e de R$ 2,78 na semana (últimos 5 pregões); janeiro/22 fechou a R$ 92,96, alta de R$ 0,76 no dia e de R$ 3,11 na semana e março/23 fechou a R$ 91,73, alta de R$ 0,75 no dia e de R$ 2,29 na semana”, completa.
Em Chicago a cotação de dezembro fechou em leve queda de 0,30% ou $ 2,0/bushel, a $ 657,50. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em queda de 0,53% ou $ 3,50/ bushel a $ 660,0.
“Mercado fechou em linha com a tendência da soja e do trigo. A China estaria comprando maiores quantidades de milho do Brasil, que estaria competindo fortemente com a mercadoria americana. Os preços do milho de Dalian permanecem fortes, apesar da força do dólar ontem, subindo de 2.813 yuan/MT (~$ 9,97/bushel) na sexta-feira para 2.841 yuan/MT (~$ 10,11/bu). A colheita de milho da Ucrânia estava quase 50% concluída. Relatórios do Mar Negro apontam que a Rússia oficialmente não tem posição sobre o acordo do corredor de exportação de grãos e sua renovação, apesar do acordo original expirar no dia 19”, conclui.