O mercado de trigo segue em trajetória de valorização na região Sul do Brasil neste início de abril, sustentado pela oferta mais restrita e pela postura mais ativa dos compradores na recomposição de estoques.
No Rio Grande do Sul, os preços continuam firmes, com negociações marcadas por forte diferença entre pedidas e ofertas. A menor disponibilidade de produto de qualidade e a ausência recente de trigo argentino têm contribuído para sustentar as cotações, mesmo com o ritmo de negócios ainda limitado.
Em Santa Catarina, o abastecimento segue dependente do trigo gaúcho e da produção local, que apresenta volumes mais enxutos. Essa combinação mantém os preços elevados, ainda que com negociações pontuais.
Já no Paraná, o mercado permanece travado, com produtores focados em outras atividades no campo, como a colheita de soja e milho. A menor movimentação reduz a oferta imediata e contribui para o viés de alta nas pedidas.
No cenário externo, as incertezas sobre a produção no hemisfério norte e a menor disponibilidade global reforçam a sustentação dos preços. Mesmo assim, o mercado ainda opera com cautela, aguardando maior definição da oferta.