O mercado brasileiro de trigo segue em trajetória de valorização neste início de abril, impulsionado principalmente pela baixa oferta no mercado spot. Ao mesmo tempo, o ritmo de negociações permanece limitado, refletindo um cenário de baixa liquidez nas principais praças do país.
De acordo com levantamentos do Cepea, os preços internos do cereal continuam avançando, com destaque para o Paraná, onde a cotação média ultrapassou R$ 1.280 por tonelada no final de março. O nível atual representa um retorno aos patamares registrados em meados de setembro de 2025.
A sustentação das cotações está diretamente ligada à postura dos produtores, que seguem afastados do mercado. A expectativa por melhores oportunidades de venda tem levado muitos agricultores a reterem o produto, reduzindo ainda mais a disponibilidade imediata.
Além disso, parte dos produtores está concentrada nas atividades da safra de verão, o que contribui para diminuir a oferta no curto prazo e impactar o fluxo de negócios.
Do lado da demanda, o cenário é de maior necessidade de recomposição de estoques, especialmente por parte das indústrias moageiras neste início de mês. Com menor disponibilidade de produto, os compradores acabam encontrando dificuldades para fechar negócios e, em muitos casos, precisam aceitar preços mais elevados.
Esse desequilíbrio entre oferta e demanda mantém o viés de alta no mercado, mas também reduz a fluidez das negociações, consolidando um ambiente de firmeza nas cotações, porém com baixa movimentação.