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Notícias / Logística & Mercado

09/04/2026 | 10:09

Trigo emperra e custo do frete dispara alerta no Sul

Negociações travadas e logística cara limitam liquidez, mesmo com preços sustentados

Redação Repórter Agro

Trigo emperra e custo do frete dispara alerta no Sul

Foto: Reprodução

O mercado de trigo no Sul do Brasil segue com baixa fluidez nas negociações, refletindo um cenário marcado por custos logísticos elevados e foco dos produtores em outras culturas. Segundo análise da TF Agroeconômica, os preços permanecem firmes, mas o ritmo de negócios continua lento em praticamente todas as regiões.

No Rio Grande do Sul, as negociações são pontuais, com moinhos adotando postura cautelosa diante do impacto do frete nos custos finais. Os valores no interior variam entre R$ 1.200 e R$ 1.250 por tonelada, dependendo da qualidade e da localização dos estoques. Há registros de negócios a R$ 1.300 CIF para embarque em maio, enquanto vendedores mantêm pedidas de até R$ 1.350. O volume negociado, no entanto, segue reduzido.

A ausência recente de trigo argentino no mercado também influencia o cenário, embora haja expectativa de chegada de produto uruguaio em Porto Alegre. No campo, o preço pago ao produtor apresentou valorização, com alta de 3,51% em algumas regiões, como em Panambi, onde a saca passou de R$ 57,00 para R$ 59,00.

Em Santa Catarina, o abastecimento continua dependente do trigo gaúcho, acrescido de custos com frete e ICMS, além da produção local. As cotações giram próximas de R$ 1.300 CIF, ainda que a disponibilidade seja limitada. Os preços ao produtor seguem estáveis na maior parte das praças, com ajustes pontuais.

Já no Paraná, o mercado apresenta firmeza nas cotações, com negócios próximos de R$ 1.350 CIF moinho. Compradores enfrentam dificuldades para repassar os custos mais elevados, enquanto vendedores aumentam as pedidas para até R$ 1.400, embora sem confirmação de negócios nesses níveis.

A presença de trigo gaúcho e paraguaio contribui para equilibrar o mercado e limitar altas mais expressivas. O produto paraguaio, com preços ligeiramente inferiores, tem sido alternativa em algumas regiões, enquanto a ausência de trigo argentino reduz a concorrência externa.

Diante desse cenário, o mercado de trigo segue sustentado, mas travado. O alto custo do frete, aliado à baixa oferta disponível e à prioridade dos produtores com outras culturas, reforça um ambiente de pouca liquidez e grande cautela entre compradores e vendedores.
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