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10/04/2026 | 10:24 - Atualizada em 10/04/2026 | 10:37

Preços resistem, mas mercado de trigo perde força no Sul

Baixa oferta sustenta cotações, enquanto frete elevado e foco em outras culturas travam negócios

Redação Repórter Agro

Preços resistem, mas mercado de trigo perde força no Sul

Foto: Reprodução

O mercado de trigo na Região Sul do Brasil segue com preços firmes, mas enfrenta perda de ritmo nas negociações, refletindo um cenário de baixa liquidez e cautela entre os agentes. Segundo análise da TF Agroeconômica, o momento é marcado por negócios pontuais e pouca disposição tanto de compradores quanto de vendedores.

No Rio Grande do Sul, as negociações permanecem limitadas. Com a colheita da soja ainda em andamento, muitos produtores seguem afastados do mercado, enquanto moinhos evitam novas aquisições devido ao alto custo do frete. Os preços variam entre R$ 1.200 e R$ 1.250 por tonelada no interior, conforme qualidade e localização. Há registros pontuais de negócios a R$ 1.300 CIF para maio, com pagamento antecipado, enquanto vendedores pedem até R$ 1.350, o que mantém o volume negociado reduzido.

No cenário externo, a ausência de ofertas de trigo argentino tem influenciado o mercado, embora haja previsão de chegada de produto uruguaio em Porto Alegre. No campo, o preço ao produtor apresentou valorização, chegando a R$ 59 por saca em Panambi, refletindo a restrição momentânea de oferta.

Em Santa Catarina, o abastecimento segue dependente do trigo gaúcho, acrescido de custos de frete e ICMS, além da oferta local, que é mais limitada. Os preços giram em torno de R$ 1.300 CIF, com estabilidade na maior parte das regiões e ajustes pontuais para cima em algumas praças.

No Paraná, o cenário também é de pouca movimentação. Os preços seguem firmes, sustentados pela baixa oferta, já que os produtores estão concentrados na colheita de soja e milho. Negócios foram registrados ao redor de R$ 1.350 CIF moinho, enquanto vendedores pedem até R$ 1.400, ainda sem fechamento nesses níveis.

A presença de trigo de outras origens, como o produto gaúcho e o paraguaio — este último cotado entre US$ 260 e US$ 262 em Ponta Grossa — ajuda a limitar avanços mais expressivos nas cotações. Nesta semana, não houve registros de oferta de trigo argentino.

Diante desse cenário, o mercado de trigo mantém preços sustentados pela baixa disponibilidade, mas segue com pouca fluidez. O alto custo logístico e o foco dos produtores em outras culturas continuam sendo fatores determinantes para o ritmo lento das negociações.
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