SÃO PAULO — O mercado do boi gordo iniciou a semana com ritmo lento e negócios contados em São Paulo, onde a maior parte das indústrias frigoríficas optou por ficar fora das compras, aguardando um direcionamento mais claro do mercado para retomar as negociações. Diante da retração, as cotações para todas as categorias permaneceram estáveis no estado, com as escalas de abate posicionadas em média para sete dias.
Espírito Santo: Alta para a vaca e escalas curtas
No Espírito Santo, o cenário foi de maior firmeza nos negócios. Com escalas de abate curtas — situadas em média em apenas quatro dias —, a pressão compradora resultou em alta de R$ 5,00 por arroba para a categoria de vaca. As demais categorias não registraram alterações de preço.
Mercado atacadista: Estoques enxutos puxam alta nas carcaças
No setor atacadista de carne com osso, o comportamento do varejo foi marcado por menor dinamismo ao longo da última semana, embora tenha apresentado alguma recuperação durante o fim de semana. Os pedidos de reposição por parte dos varejistas mantiveram-se tímidos.
Apesar da demanda moderada, o volume reduzido de produtos armazenados nas câmaras frias, aliado à sustentação do mercado do boi gordo, impulsionou a valorização de todas as carcaças casadas:
Boi capão: Alta de 0,4% (+R$ 0,10/kg).
Boi inteiro: Alta de 0,6% (+R$ 0,15/kg).
Vaca: Alta de 0,6% (+R$ 0,15/kg).
Novilha: Alta de 0,4% (+R$ 0,10/kg).
Para o curto prazo, a expectativa é de que o ritmo de vendas no atacado siga desacelerado, embora analistas não descartem novas altas pontuais nos preços devido à restrição de oferta.
Proteínas alternativas em baixa
No segmento de proteínas concorrentes, o movimento foi de desvalorização:
Frango médio: Registrou queda de 4,3% (-R$ 0,33/kg).
Suíno especial (animal abatido, sem vísceras, patas, rabo e gargantilha): Recuou 1,9% (-R$ 0,20/kg).