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Notícias / Soja

28/10/2026 | 10:18

Soja opera em alta em Chicago impulsionada por compras de barganha e alerta de corte na safra brasileira devido ao El Niño

Após duas rodadas consecutivas de quedas, contratos futuros sobem 0,56% nesta quarta-feira (28); estudo aponta risco de perda de até 17,6 milhões de toneladas na safra 2026/27 do Brasil em cenário de clima severo.

Redação Repórter Agro por Tiago Seiffert

Soja opera em alta em Chicago impulsionada por compras de barganha e alerta de corte na safra brasileira devido ao El Niño

Foto: Banco de Imagens

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) abriu a manhã desta quarta-feira (28) com viés positivo para a soja. Os contratos futuros da oleaginosa operam em alta sustentados por compras de oportunidade (barganha) e por novas incertezas climáticas na América do Sul, interrompendo uma sequência de dois pregões no vermelho.

O grande combustível do dia é a preocupação renovada com o avanço da safra brasileira 2026/27, alimentada por um estudo que projeta um forte impacto do fenômeno El Niño no potencial produtivo do país.

Alerta de clima: El Niño pode cortar 17,6 milhões de toneladas do Brasil

De acordo com levantamento divulgado pela Serasa Experian, a produção brasileira de soja na temporada 2026/27 pode recuar para 163,6 milhões de toneladas caso o El Niño ganhe intensidade severa.

O volume representa uma redução de 17,6 milhões de toneladas (quebra de 9,7%) em comparação com a projeção inicial de 181,2 milhões de toneladas prevista para um cenário de neutralidade climática. A ameaça de uma oferta menor por parte do maior exportador global do grão trouxe suporte imediato às cotações internacionais.

Cotações do dia e pressão da colheita nos EUA

Por volta das 8h29 (horário de Brasília), os contratos com vencimento para novembro/26 eram negociados a US$ 12,36 1/4 por bushel, registrando avanço de 0,56% (+7,00 centavos de dólar) frente ao fechamento anterior.

O movimento marca uma recuperação em relação à sessão de terça-feira (27), quando o vencimento novembro fechou em queda de 0,92% (a US$ 12,29 3/4), pressionado pela liquidação de posições de fundos, pelo fortalecimento do dólar e pelo avanço do maquinário na América do Norte.

Apesar da alta desta manhã, analistas ressaltam que os ganhos seguem limitados: o ritmo acelerado da colheita norte-americana continua injetando grande volume de grãos no mercado físico global, mantendo o teto de valorização sob constante monitoramento.

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