O mercado físico do boi gordo registrou valorizações expressivas em praças estratégicas do país nos últimos dias, impulsionado pela escassez de boiadas prontas para o abate.
São Paulo: Alta nos preços e disparidade entre indústrias
No mercado paulista, a cotação do boi gordo e do chamado
"boi China" registrou avanço de
R$ 5,00 por arroba, enquanto os preços da vaca e da novilha subiram
R$ 2,00/@. Diante da oferta curta, os pecuaristas negociaram a patamares mais favoráveis.
A dinâmica de compras, no entanto, dividiu-se entre os players do setor:
- Frigoríficos maiores: Contando com contratos estabelecidos e menor urgência de aquisição imediata, conseguiram fechar negócios na referência ou até abaixo dela.
- Frigoríficos menores: Atuando de forma mais intensa no mercado spot e com necessidade de recomposição, precisaram pagar valores superiores pela arroba.
Apesar da alta, analistas apontam pontos de atenção: a ponta compradora opera com
escalas de abate curtas, adquirindo apenas o estritamente necessário, e o escoamento de carne no mercado interno segue lento — um comportamento típico de final de mês. Caso a oferta se normalize e as exportações não ganhem tração, o cenário poderá passar por ajustes, com o câmbio também no radar de monitoramento.
Minas Gerais e Maranhão
- Minas Gerais: Na região de Belo Horizonte, as cotações de todas as categorias subiram R$ 3,00/@. Já na região Norte do estado, o boi gordo avançou R$ 2,00/@, enquanto as demais categorias e o "boi China" mantiveram-se estáveis, assim como nas demais regiões mineiras.
- Oeste do Maranhão: A praça registrou alta de R$ 2,00/@ para o boi gordo, ao passo que as cotações de vacas e novilhas permaneceram inalteradas.