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Notícias / Milho

25/06/2021 | 09:01

Carta Grãos - Começou a colheita do milho de segunda safra e os preços caíram

Scot Consultoria

Carta Grãos - Começou a colheita do milho de segunda safra e os preços caíram

Foto: Repórter Agro/Tiago Seiffert

Os preços do milho caíram no mercado brasileiro em junho.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas-SP, a referência está em R$88,00 por saca de 60 quilos, uma queda de 12,9% no acumulado de junho.

A pressão de baixa se dá em função da colheita da segunda safra no Brasil, dos fortes recuos do dólar frente ao real e de uma situação melhor de clima esperado nos Estados Unidos, que estão com as lavouras (2021/22) em fase de desenvolvimento.

Colheita

Apesar das revisões para baixo nas produtividades médias das lavouras de segunda safra (safra de inverno), o aumento da disponibilidade interna tem pressionado as cotações.

Até o dia 18/6, 3,9% da área semeada com milho na segunda safra (safra de inverno) em Mato Grosso foi colhida (Imea). No Paraná, a colheita atingira 1% até 14/6 (Deral).

A Scot Consultoria estima que, em média, 5% da área de milho de segunda safra foi colhida até 25 de junho no país.

Dólar

A moeda norte-americana, que chegou a ser negociada acima de R$5,45 em maio, caiu para patamares abaixo de R$5,00 em junho.

Figura 1. Evolução dos preços do milho em grão em Campinas-SP (eixo da esquerda), em R$/saca de 60kg, e dólar (eixo da direita), em R$/US$.
Fonte: Scot Consultoria

Os recuos no câmbio ocorreram em meio ao aumento da taxa de juros no Brasil (previsão de 6,5% ao final de 2021), que tende a favorecer o ingresso de capital estrangeiro no país, e expectativas mais positivas para a economia brasileira (nona revisão para cima do PIB (Produto Interno Bruto)), com incremento de 5% em 2021, frente ao ano passado.

Outro ponto que pesou foi o banco central norte-americano (FED) antecipar para 2023 a projeção da primeira alta dos juros nos Estados Unidos desde o começo da pandemia.

Expectativas

Para o curto e médio prazos (segunda quinzena de junho e primeiras semanas de julho), a expectativa é de preços mais frouxos no mercado brasileiro, com o aumento gradual da oferta, conforme avança a colheita.

Importante destacar, no entanto, que depois da forte queda nesta segunda quinzena de junho, com o milho saindo de R$100,00 em Campinas-SP em 10/6, para os atuais R$88,00 por saca (25/6), pode haver resistência do lado vendedor.

No mercado futuro (B3), os contratos com vencimentos próximos, de julho/21 e setembro/21, ficaram cotados, respectivamente, em R$81,75 e R$82,49 por saca de 60 quilos na região de Campinas-SP (24/6/21), ou seja, sinalizando para preços abaixo dos vigentes no mercado físico.

De qualquer forma, o câmbio e a situação da safra nos Estados Unidos seguem no radar e podem impactar o mercado pontualmente.

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