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01/10/2021 | 09:25

Como vão as exportações de milho e soja?

No milho a queda de produção da safra brasileira de milho, sobretudo a 2ª safra, de 102,6 milhões de toneladas em 2019/20 para 85,7 de toneladas em 2020/21,

Redação Repórter Agro por Tiago Seiffert

Como vão as exportações de milho e soja?

Foto: Repórter Agro

Segundo o Boletim Logístico, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as exportações de soja estão estimadas em 83,6 milhões de toneladas até o final de dezembro de 2021, volume de quase 1,0 milhão de toneladas do que foi exportado em 2020. Contudo, mediante o ritmo um pouco mais baixo de embarques até agosto, começam rumores de que esta estimativa não se confirme.

A produção da oleaginosa teve um incremento de 11,07 milhões de toneladas e houve um atraso na colheita . A movimentação de cargas maior, a partir de agosto, é para os embarques de milho, no entanto, confirmando o volume grande de washout dos contratos de vendas do cereal, parte dos transportes contratados podem ser revertidos para movimentação da soja restante, por isso, ainda é cedo para afirmar que não se cumpra a estimativa de embarques de soja para a safra vigente.

O Mato Grosso segue como o principal exportador da oleaginosa, seguido pelo Rio Grande do Sul. O Paraná que havia exportado 10,7 milhões de toneladas em 2020, embarcou um volume acima de 2,0 milhões de toneladas a menos em 2021, configurando como o 3º principal exportador de soja do país. Vale salientar que o Rio Grande do Sul teve um incremento de 81,7% na produção de soja na safra 2020/21, enquanto o Paraná teve uma queda de 8,0%, fato esse que pode estar tendo influencia no comportamento das exportações para os dois estados.

No milho a queda de produção da safra brasileira de milho, sobretudo a 2ª safra, de 102,6 milhões de toneladas em 2019/20 para 85,7 de toneladas em 2020/21, fez com que o comportamento das exportações brasileiras do cereal, que até então tinha uma expectativa de valores de 35,0 milhões de toneladas, mudasse para um nível abaixo dos 30,0 milhões. Esta expectativa era dada pelo alto volume de milho comercializado antecipadamente (até a 2ª quinzena de junho estava estimada em quase 70%), mas que diante do cenário de perdas por seca e geada, as cotações do grão no mercado interno se tornaram mais atrativas ao produtor de milho que optou em realizar operações de washout (acordo por descumprimento de contratos, mediante uma indenização), bem como ocasionou que alguns produtores não tivesse como cumprir seus contratos, mediante às perdas.

Com isso o volume de exportação do milho de janeiro a agosto é 25,9% menor do que foi realizado no mesmo período de 2020. As maiores reduções estão nos estados do Mato Grosso e Goiás, sobretudo proporcionalmente para este último, onde a queda de produção foi mais significativa. Neste contexto, a demanda por frete é menor do que se imaginava, influenciando nas cotações deste serviço.

Outro ponto que tem influenciado nas cotações é o volume de importações de milho oriundos do Paraguai e da Argentina, alterando o cenário doméstico de contratação de serviços de transportes, sobretudo para os grandes demandantes do Sul do país. De janeiro a agosto, o país importou 1,23 milhão de toneladas em 2021, frente à 578,4 mil importado em 2020, onde 882,6 mil toneladas do Paraguai e 344,5 mil toneladas da Argentina, sendo que quase todo o milho argentino importado foi adquirido entre os meses de junho a agosto, confirmando as afirmações de que empresas de proteína animal do Sul do país haviam contratado navios para trazer milho do país vizinho. O Paraná foi responsável por importar 715,9 mil toneladas de milho, seguido de Santa Catarina (279,3 mil) e Rio Grande do Sul (230,9 mil). Até o momento, a Região Nordeste não importou o grão.

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