Ao contrário do mercado físico, os futuros do milho no mercado futuro da B3, em São Paulo, aproveitaram a força do dólar para se elevarem em patamares de ganhos que chegam até 1,92%, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “O movimento foi acompanhado nos portos, que apresentaram cotações notadamente superiores àquelas vistas até sexta, em que as indicações não passavam de cerca de R$ 75,00 a saca para uma entrega em outubro de 2022”, comenta.
“Em Paranaguá, tradings cotaram milho a até R$ 84,70 no setembro/22 e, em Santos, no mesmo vencimento, o preço foi de R$ 85,20 a saca. A expectativa é óbvia: com excedentes de estoques e prevendo uma janela de exportação, traders acreditam que os próximos meses podem retomar a exportação de milho, que já andava há pelo menos um ano ‘esquecida’”, completa a consultoria.
Em Chicago o milho fecha em queda, arrastado pelo trigo. “A cotação do milho para dezembro21 fechou em queda de 1,52% ou 6,5 cents/bushel a $ 572,50. Já a cotação de julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou em queda de 0,68% ou 4,0 cents/bushel a $ 575,0. Das causas da alta desta terça-feira, a queda do trigo espalhou fraqueza para o milho. Os ajustes do petróleo adicionaram um sentimento de baixa. A colheita nos EUA está avançando em bom ritmo, embora um pouco abaixo do esperado pelo mercado (74% vs. 75%)”, indica.
“A previsão de produção de milho nos EUA atualizada do Barchart pede 15.357 bbu (390,07 MT), contra estimativa anterior de 15.351 bbu (389,91 MT) e ao valor oficial de 15 de outubro de bbu do USDA. Seu novo cmdtyView Corn Yield nacional é estimado em 182,8 bpa, enquanto sua estimativa anterior era de 182,3. A estimativa oficial do USDA a partir do WASDE de outubro foi de 176,5 bpa”, conclui.